quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Big Data merece mais atenção
Talvez você já tenha ouvido dizer que o próximo grande projeto da TI será Big Data. Você deve ter concluído que esse tema não é uma tendência, mas uma necessidade para sua companhia e que requer uma avaliação cuidadosa. Não faço previsões sobre mudanças de paradigma, mas diria que se você é um gestor de TI que ignora Big Data, provavelmente está em perigo. As organizações precisam estabelecer estratégias para lidar com os grandes volumes de informações.

Assim como acontece com a nuvem (a última nova onda), estamos agora começando o estágio do Big Data. As definições sobre esse conceito podem parecer conflitante, uma vez que os vendedores estão atribuindo significados diferentes para esse termo.

É comum o mercado confundir Big Data com armazenamento de grandes volumes. Na verdade, o grande valor desse conceito para o negócios é a possibilidade de analisar e peneirar informações úteis em diferentes bases.

O storage nada mais é do que armazenamento de uma montanha de informações como as aplicações de vídeo de alta definição.

Um fornecedor de storage chegou a me dizer que sua empresa considera "dados enormes" como armazenamento de dados. Em breve, os grandes volumes de dados guardados vão exigir ferramentas de análises das informações.

Agora, porém, eu acho que é fundamental descobrir se o fornecedor está lançando tecnologias de armazenamento ou análises de dados.

A definição para dados analíticos também é um pouco contraditória. Pode-se começar com uma compreensão de armazenamento de dados e adicionar recursos que o data warehouse clássico não oferece.

As avaliações analíticas passam por dados não estruturados e organizados. Estima-se que atualmente 80% dos dados gerados mundialmente são não estruturados. Isso significa que as ferramentas de análises podem ser usadas para minerar dados não estruturados e que na maior parte estão fora da empresa.

Valor para o negócio
O sistema clássico de armazém de dados consulta informações por dia ou semana, enquanto que a meta das ferramentas de análises dos grandes volumes de informações é entregar resultados para os usuários em tempo real.

O armazenamento de dados trabalha com um número limitado de fontes de dados. Já o Big Data analítico tem o poder de combinar diferentes fontes - como um sistema de rastreamento da cadeia de suprimentos que integram RFID, GPS e dados de vendas de produtos - para fornecer informações anteriormente inatingíveis.

O Big Data analítico deve combinar todos esses três atributos. O que não é correto é tratar esse termo como um produto tradicional de armazenamento de dados que simplesmente lida com volumes maiores de dados.

O que realmente deve ficar claro para os profissionais de TI é a compreensão de que Big Data tem a capacidade de analisar dados não estruturados e entregar informações úteis para o processo negócios. A sua capacidade de convergir diversas fontes de dados - estruturados e não estruturados é algo novo. Essa habilidade de produzir novos tipos de informação em tempo real, é decididamente uma arma poderosa para os negócios.

Acho que Big Data merece atenção. Ele tem potencial para produzir novos tipos de informações aos usuários de negócios e consumidores em tempo real. Além disso, ele vem com a promessa de oferecer um estilo de computação que imita o funcionamento da mente humana. Isso em razão de analisar dados de diferentes fontes e entregar informações úteis em tempo real para tomada de decisões. Para a TI, o uso de Big Data significa deixar de ser um departamento que provisionar serviços para gerar impacto nos resultados do negócio.

FONTE: CorpTV

Telefones devem desaparecer dos escritórios em cinco anos

Os CIOs do Reino Unido esperam que o telefone de mesa vá desaparecer dos escritórios dentro de cinco anos. Um grande número de organizações passou a usar tecnologia de voz sobre IP, para permitir chamadas gratuitas pelas redes baseadas na Internet. É o que revela uma pesquisa da Vanson Bourne com 500 CIOs do Reino Unido sobre as tecnologias que esperam usar ao longo dos próximos anos.

A maioria, 65% prevê que os telefones de mesa vão desaparecer do uso diário dentro de cinco anos. O estudo também revelou o cepticismo dos CIOs sobre a tecnologia de tablets como o iPad, da Apple. Quase um quarto (24%) dos entrevistados espera que os tablets “saiam de moda”.

Um fator de apoio à crença dos CIOs sobre o fim do telefone é o rápido declínio nas tarifas das chamadas telefônicas nos contratos móveis para as empresas. Os computadores são outro dispositivo com maior probabilidade de se tornar redundante, com 62% dos CIOs prevendo o seu desaparecimento. Em contraste, os smartphones (13%) são vistos como os dispositivos com menos chance de serem abandonados.

Tony Grace, diretor de operações da Virgin Media Business, que encomendou o estudo, argumenta que “o ritmo de mudança tecnológica está tendo um efeito transformador sobre a nossa forma de trabalhar. Uma década atrás, teria sido impensável sugerir um escritório sem telefones. Agora, é difícil imaginar estar separado dos nossos smartphones”.

Sobre os tablets, Grace acredita que esses equipamentos “ainda tem um longo caminho a percorrer para se justificar e ficar ao lado dos smartphones como um equipamento essencial de negócio”.

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FONTE: CorpTV

A crise europeia e o marketing digital brasileiro


Que a crise na Europa está cada vez pior isso não é novidade e que ela vai se espalhar pelo mundo só os tolos ou ingênuos ainda duvidam, mas como isso afetará o marketing digital brasileiro? De muitas formas, algumas nefastas e outras que trarão uma evolução no processo de amadurecimento do marketing online brasileiro.

A crise mundial terá reflexos distintos entre os diversos setores do marketing digital, favorecendo alguns e prejudicando o desempenho de outros, mas a boa notícia disso tudo é que no momento de recuperação, teremos um ambiente mais sofisticado e profissionalizado no Brasil.

Em uma reunião estratégica em nossa consultoria, discutimos o WCS – Worst Case Scenário, uma visão do “fim do mundo” para o marketing online brasileiro em função da crise que iremos passar nos próximos meses e abaixo trago nossa visão sobre os efeitos da crise mundial sobre o marketing digital brasileiro.

Não se assuste, pois no final, os melhores sempre sobrevivem. É assim na natureza e nos negócios também.

A crise na Europa trará o aprimoramento do marketing digital brasileiro
Como em função da crise a verba publicitária será drasticamente reduzida, pois este é o padrão insano e cego do empresariado brasileiro, haverá uma demanda maior por resultados e não apenas exposição como vemos atualmente. Isso significa que os contratos com remuneração baseada em veiculação deverão ser substituídos por contratos baseados em resultados em termos de incremento nas taxas de conversão, sejam elas quais forem.

As agências digitais que, por comodismo ou falta de visão, se acostumaram a ter sua receita baseada em um percentual do faturamento de veiculação estarão em maus lençóis. Os clientes, mais esclarecidos em função do amadurecimento do mercado nacional, passarão e exigir contratos baseados em ROI, e isso muda completamente o cenário.

Boletos e faturas deixarão de ser balizadores de remuneração, saindo de cena para dar lugar a siglas como ROI, CPC, CPA e outras que expressam realmente a competência e capacidade técnicas das equipes de marketing. Será um momento de separação do joio do trigo.

Queda vertiginosa no CPC em links patrocinados
Apesar da alta assustadora que temos experimentado nos últimos dois anos no valor do CPC no Brasil, deveremos passar por um momento de queda vertiginosa nos preços em função da retração da base de anunciantes e a consequente disputa por espaços privilegiados a área de links patrocinados das SERPs.

Será um efeito parecido com o que houve nos Facebook Ads após o boom dos sites de compras coletivas por aqui.

Muitos empresários optaram por investir em links patrocinados em suas primeiras incursões no marketing online, em detrimento da otimização de seus sites para a busca orgânica. Com a alta dos valores do CPC nos últimos 24 meses e a perspectiva de faturamento menor nos próximos, a tendência é que muitos deles se retirem do mercado (e da exposição também) e com isso o CPC deverá sofrer uma forte baixa.

Não é atoa que as ações do Google estão com uma formação de preços muito parecida com a apresentada às vésperas da crise de 2008 conforme demonstrado no gráfico abaixo. Coincidência? Não, é só outra crise mesmo. Para quem gosta da Teoria das Ondas de Elliott, trata-se do início de uma baita de uma correção.
Programas de afiliados pagarão bem menos
Essa será uma consequência do item anterior. Todo blogueiro sabe que quando venta na economia se abate uma grande tempestade na receita de blogs monetizados através de programas de afiliados em função da redução de investimentos por parte dos anunciantes. Dessa vez não será diferente.

A solução para os blogueiros será diversificar os programas de afiliados buscando os que forem mais intimamente ligados ao seu nicho de mercado. Para os sites de alto tráfego, a remuneração por CPM deverá ser mais indicada do que a remuneração por clique ou CPA. Em suma, serão tempos difíceis, mas que certamente aprimorarão as técnicas dos blogueiros que se dedicarem a enfrentar o desafio.

Marketing de busca em alta mesmo durante a crise
Outro segmento do marketing digital que se beneficiará da crise mundial será o do SEO. Com o corte drástico na verba para links patrocinados, a otimização de sites para ferramentas de busca assumirá lugar de destaque ainda maior nas estratégias de marketing online e finalmente se consolidará como estratégia de divulgação mais estável no marketing digital.

As empresas que estiverem fortemente ancoradas em marketing de busca pago, os links patrocinados, terão sérias dificuldades em manter sua exposição nas ferramentas de busca, mesmo com a redução do CPC, e certamente irão experimentar uma drástica redução do faturamento proveniente deste canal.

Migração mais intensa da mídia paga para mídia conquistada
Outro reflexo provável da crise europeia sobre o marketing digital será a migração ainda maior da mídia paga para a mídia conquistada, principalmente na área das mídias sociais. O marketing nas redes sociais terá lugar de destaque nessa transição já que mesmo sendo uma estratégia de longo prazo, é a que oferece maior relação custo benefício depois do SEO no segmento do marketing de busca.

A explicação é fácil. Assim como na crise de 2008, as pessoas, vivendo um momento de contingenciamento de despesas tenderão a passar mais tempo na Internet e consequentemente a exposição nas redes sociais. Com isso, o marketing boca a boca nas mídias sociais ganhará ainda mais importância no marketing digital.

Conclusão
O cenário parece assustador, mas nada mais é do que a boa e velha regra de seleção de Darwing. A serem convirmadas as perspectivas adversas para a economia mundial, teremos meses bem difíceis, mas ao final, o sistema sairá purificado e os sobreviventes ainda mais fortes. A solução para o problema? Investir cada vez mais em capacitação de pessoal para aguentar os momentos difíceis e sair por cima ao final da crise.

FONTE: CorpTV

LinkedIn lança recurso de notificações na rede


O LinkedIn anunciou na quarta-feira (5/9) uma melhoria que pode agradar há alguns usuários da rede: um recurso de notificações à la Facebook, que avisa - em tempo real - quando alguém gosta de algo que você compartilhou, comentários sobre o seu perfil, quem aceitou seu convite, entre outros.

Bem parecido com a rede social de Zuckerberg, o perfil apresentará uma pequena bandeira no topo da página e um ícone de um envelope para a nova caixa de entrada. Quando houver novas notificações, aparecerá um círculo vermelho e você poderá verificar as novidades em um menu drop down.
"Essa nova ferramenta é parte de todo o nosso contínuo esforço para tornar mais fácil manter discussões que estão rolando em toda a sua rede", disse a gerente de produtos do LinkedIn, Angela Yang, em um post no blog oficial. "Agora você nunca mais perderá um comentário ou uma atualização de uma discussão sobre alguma notícia ou principais tópicos no LinkedIn, eles estarão bem na ponta dos seus dedos."

No mesmo post, Angela avisa que o recurso está disponível apenas para a versão desktop da página. Em breve, também poderão receber notificações usuários de dispositivos móveis Android, iPhone e iPad.

Como a novidade é super recente, pode demorar algumas semanas para que ela esteja disponível a todos os perfis da rede. Então, não se desespere se sua página ainda não possuir o recurso.

FONTE: CorpTV

A classe C já representa 61% das compras do e-commerce

O crescimento da classe emergente tem destacado um forte contingente que começa a ter efeito no varejo on-line, mais conhecido como e-commerce. Este mercado deve movimentar cerca de R$ 20 bilhões até o fim deste ano, incremento de 36% em relação a 2010. Pessoas com renda familiar de até R$ 3 mil se destacam como os novos compradores e representam 61% desses usuários de e-commerce. No próximo ano, a previsão é de esta faixa impulsionar uma alta de 25% de novos clientes no segmento virtual.

De acordo com estudo realizado pela consultoria e-bit, a faixa etária desse perfil de cliente é de 37 anos, contra 41 do restante dos consumidores virtuais, e o impulso pela compra na Internet fez um boom entre os clientes emergentes, tanto que 5 milhões de novos consumidores de baixa renda entraram no comércio eletrônico desde 2009, estima a entidade. Dos 80 milhões de brasileiros conectados à Internet, 27 milhões são consumidores virtuais.

Hoje, a classe C representa 48% da renda nacional e 53,9% dos 193 milhões de brasileiros. Apuração do instituto Data Popular, especializado nesse perfil, indica que o gastos das famílias da nova classe média este ano serão R$ 1,03 trilhão. “É mais do que o Produto Interno Bruto [PIB] de países como Portugal, Uruguai e Paraguai”, enfatiza o sócio-diretor do instituto de pesquisas Renato Meirelles. Para os próximos 10 anos, Meirelles estima que os líderes de consumo sejam jovens entre 18 a 35 anos, chamados de “consumidores da próxima década”.

Apesar de não comprar pela Internet com tanta frequência – 31% dos usuários de baixa renda disseram não ter feito compras nos últimos seis meses – o tíquete médio registrado no primeiro semestre de 2011 por esse público foi de R$ 320, contra R$ 355 do total de usuários do varejo eletrônico – um gasto elevado. As pessoas dessa faixa de renda que fizeram sua primeira compra, no mesmo período, mostram o valor médio ainda maior, de R$ 340. A consultoria e-bit estima ainda que 29 milhões de pedidos devam fechar o segundo semestre, com expectativa de o tíquete médio girar em R$ 350, um dos mais altos do mundo, estima a entidade.

Nem crise abala o e-commerce
Nada de crise financeira mundial impactando o bolso dos emergentes, classe em ritmo de crescimento em 2012, diz o diretor do Data Popular. “O aumento do salário mínimo deve impactar fortemente a classe C, fazendo com que ela movimente a economia do País e não seja atingida por esses fatores”, explica o sócio do instituto Data Popular.

“Para a classe C, crise não é exceção, é regra, sempre viveram aprendendo a se virar. Os otimistas vão mais longe que os pessimistas, prestam mais concursos públicos, querem abrir o próprio negócio e realizar um curso . No nordeste os otimistas apresentam 89% da população”.

Segundo pesquisa do Data Popular, norte e nordeste também foram as regiões que mais contribuiram para o crescimento da nova classe média neste ano, com alta de 112% e 110%, respectivamente. Outro ponto é que os jovens da classe média estão próximos dos jovens da elite em relação a tecnologia de celulares, além do acesso à Internet. “O consumidor da próxima década está mais conectado”.

Produtos caros e compras parceladas
“Os segmentos mais procurados pela classe C costumam ser o de produtos de maior valor agregado (eletrodomésticos, equipamentos de informática, eletrônicos) porque, além de os preços serem mais competitivos, o comércio eletrônico oferece a possibilidade de parcelar as compras em muito mais vezes do que o comércio tradicional (até 12 vezes), o que acaba incentivando a aquisição desses produtos”, diz Cris Rother, diretora da e-bit.

A mudança de comportamento de compra da classe emergente ao entrar também neste segmento tem relação com o crescimento do acesso ao serviço de banda larga e à popularização dos computadores. “Hoje em dia, 47,8% das residências da classe C têm computador. Destes, 50% têm acesso por banda larga”, crê Meirelles. Para ele, os eletrônicos, especialmente os computadores, deverão puxar as vendas em 2012. “51,2% das pessoas que entram no perfil do consumidor da próxima década querem comprar um notebook em 2012. O principal motivo é praticidade.”

Afora a questão das novas tecnologias, atrativos a mais para esse público ascendente, no caso específico do Brasil a possibilidade de realizar videochamadas e assistir televisão no celular são os fatores que deverão despertar interesse no uso de banda larga móvel, por exemplo. “Há expectativas de crescimento na demanda por banda larga móvel comparado com Internet fixa aqui no Brasil, uma vez que cerca de 40% dos usuários mapeados disseram fazer uso da banda larga móvel para ver e-mails e mais de 50% para acesso à Internet”, disse Luciana Gontijo, do Ericsson ConsumerLab na América Latina, por nota.

FONTE: CorpTV

TI aumenta rentabilidade do varejo, mas poucos implementam
A excelência na Tecnologia da Informação será a chave para as marcas vencerem a concorrência no mercado varejista brasileiro. Com uma expectativa de crescimento de 7% em 2012, o varejo é um dos setores que mais apresentam índices positivos no país, de acordo com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O destaque nesse cenário ficará a cargo das empresas que se adequarem e informatizarem seus sistemas.

Um estudo coordenado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV – EAESP) em 2012 indica a importância da relação entre Tecnologia da Informação e o mercado: em média, as companhias nacionais destinaram 7% da sua receita em investimentos de TI no ano passado. O valor desse aporte, no entanto, depende do estágio da informação de cada setor. Entre os que mais dedicaram gastos estão as instituições financeiras, com 12,8%; serviços, com 10%; e a indústria, com 4,4%.

Apesar de grande parte do mercado ainda incluir a informatização em setores internos de seus negócios, a tendência no cenário nacional aponta para o outsourcing. A terceirização em Tecnologia da Informação atualmente é vista como ferramenta imprescindível para aumentar de forma simultânea a produtividade e a rentabilidade.

Outra evidência é que a implantação de um sistema que ajuda na gestão da marca, auxiliando-a sempre que necessário reflete diretamente em maior vantagem competitiva no mercado. “O principal foco é no cuidado dessas aplicações, é preciso que elas estejam sempre disponíveis. Mais do que uma ferramenta ou um sistema, o outsourcing é uma metodologia de trabalho”, explica Waldir Rodrigues Junior, Diretor de Outsourcing da Sonda IT, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Estágios
Ainda que fundamental para qualquer empresa varejista, a implantação da Tecnologia da Informação caminha a passos lentos no Brasil. Segundo pesquisa da FGV, o varejo e o comércio são as que menos aplicam na informatização: enquanto 2,9% investiram parte de seu faturamento nos sistemas tecnológicos, 3,1% usaram recursos para tal, respectivamente.

Os passos lentos, no entanto, não significam estagnação. A implantação de TI chega por estágios. Entre os exemplos de melhoras significativas estão o código de barras e a automação comercial. A chegada de novas plataformas, como o e-commerce, a adesão de mais consumidores e a mudança no perfil dos já existentes também são novos desafios.

Os diferentes players e a concorrência mais acirrada entre as marcas no setor varejista refletem diretamente na funcionalidade dos sistemas. “Um ponto importante é a disponibilidade. As ferramentas do varejo não podem parar. Montar uma estrutura que tenha padrão no atendimento é o ponto mais importante. É necessário conhecimento e agilidade. Se o sistema de um caixa eletrônico do mercado falhar, o consumidor simplesmente pode deixar a compra e ir embora”, pontua Waldir.

Excelência como padrão
A excelência da Tecnologia da Informação também tem relação direta com certificações de qualidade. No caso da Leroy Merlin, por exemplo, a Sonda IT se baseou na ISO 20000:2011, que trata de melhores práticas em Gestão de Serviços de TI. Além disso, uma loja da Leroy, localizada em Niterói, foi a primeira do Brasil a receber o AQUA, selo de Alta Qualidade Ambiental.

De acordo com pesquisa da Sonda, os selos afetam diretamente na dinamização dos serviços e na proximidade das companhias com seus clientes. O processo é cíclico: a disponibilidade de boas ferramentas, confiáveis e fáceis de serem utilizadas, refletem nas certificações, que por sua vez refletem na disponibilidade de bons serviços aos usuários, gerando confiabilidade.

Mais do que ações de Marketing e comunicação, a Tecnologia da Informação será um termômetro “invisível” na relação com os consumidores, já que ela não precisa ser vista, mas é fundamental que exista. “O varejo brasileiro é um mercado bastante promissor. As empresas sabem que TI é um diferencial e elas precisam de sistemas que atendam suas necessidades e suporte o volume das operações. A informatização não é luxo, é necessidade”, afirma Waldir Rodrigues Junior.

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FONTE: CorpTV

E se os computadores jamais tivessem sido inventados?

É possível imaginar o século 21 sem os computadores? OK, você pode até se desvencilhar do seu micro pessoal em casa ou no trabalho. Mas existe vida sem toca-MP3, DVD, CD player, TV fina de alta definição, e-mail, celular, SMS, GPS? Só rememorar esse punhado de itens nos faz pensar em como a humanidade foi capaz de sobreviver tantos milhares de anos até que eles pudessem ser criados, todos eles com base na noção de circuitos integrados num microchip de silício.

Caramba, nem mesmo Star Wars (o original, de 1977) poderia ter sido feito! As cenas de batalha espacial do início da saga dependiam de uma técnica chamada motion control, em que câmeras eram controladas por computador (ainda que tudo bem tosco pelos padrões atuais).

Nos primórdios da informática moderna, quando o primeiro computador eletrônico foi desenvolvido - o famoso ENIAC, em 1946 -, ele ocupava uma imensa sala na Universidade da Pensilvânia, EUA, e muitos dos mais sabidos tecnólogos da época achavam que, exceto para aplicações militares avançadas, como quebrar códigos de criptografia ou calcular trajetórias de projéteis, ninguém poderia querer um trambolho daquele. Depois de sua aplicação inicial, o desafio foi aumentar a capacidade de memória e diminuir o tamanho.

Conforme esse processo avançou, as máquinas invadiram o mundo civil. Primeiro nas grandes corporações e indústrias (numa arquitetura em que havia uma grande máquina central - o mainframe - e terminais espalhados pelo prédio), para agilizar, por exemplo, processos de contabilidade ou produção fabril. Depois, passaram aos veículos (primeiro espaçonaves e aviões, onde são mais críticos, mais tarde para todos os carros), até invadir nossas casas e, finalmente, nossos bolsos. Hoje, há computadores em toda parte.

É difícil olhar para um canto onde não exista um, mesmo que você não consiga enxergá-lo lá. Agora imagine que os falsos profetas do passado tivessem razão. O que seria do nosso cotidiano depois de quase 70 anos, com o triplo de gente por aí?

Profissões que ficariam em alta
Viver num mundo sem computadores já seria difícil. Sem esses trabalhadores, seria impossível

Na rua - Operador de tráfego
Você usa o computador para pagar contas e fazer compras, entre muitas outras funções, sem sair de casa. Tire ele de cena e você terá de ir às ruas para resolver várias tarefas. A quantidade de veículos em circulação seria maior, e o trânsito, claro, pior. Só que os computadores também são essenciais para administrar o tráfego. Sem semáforos eletrônicos e recursos automáticos (como os radares de velocidade), o volume de operadores de tráfego nas vias (no meio delas inclusive, como faróis) seria bem maior.

No caixa - Bancário
Você correria ao banco cada vez que precisasse de dinheiro (o essencial talão de cheque ainda não seria aceito em todos os lugares. Seria mais difícil verificar se o dono tem nome sujo na praça). Os bancos teriam de multiplicar-se para atender à demanda da população. Quanto mais gente e dinheiro junto, maior o risco: o treinamento e proteção do bancário para enfrentar assaltantes seria mais exigente. E o salário, melhor.

Ao telefone - Operador de telecomunicações
Sem celulares e centrais automatizadas, o mercado das telefonistas estaria aquecidíssimo. Elas seriam mais do que telefonistas. As companhias teriam operadores de telecomunicações. O profissional seria treinado para resolver problemas técnicos e operar telégrafos único dispositivo de transmissão remota de texto. Ambos os serviços dependeriam em larga escala de cabeamento e seriam complementares. Onde não houvesse cabos, as empresas teriam centrais de rádio. E seriam parceiras dos bons e velhos correios.

Na empresa - Contador
Para fazer contas, o contador terá ajuda do milenar ábaco ou de um tipo de calculadora mecânica comum até os anos 1960. E recuperaria o status que perdeu com a proliferação de softwares de planejamento e gestão financeira. Sem arquivos digitais, o acesso à contabilidade das empresas seria mais restrito. Seu papel no planejamento de ações, não só no controle, seria maior. Isso porque a cotação de preços (feita em segundos na internet) vira uma tarefa muito mais complicada.

No laboratório - Biomédico
Fazer qualquer exame exigiria mais profissionais para achar o resultado. E paciência: a demora cresceria sobretudo por causa das limitações técnicas (não haveria, por exemplo, métodos automáticos de contagem de glicose e identificação de HIV no sangue). Esqueça exames como ressonância magnética, tomografia computadorizada, cirurgias com o uso de microcâmeras, robôs e os remédios genéricos. Toda a indústria exigiria mais operários. Isso limitaria ações para baratear o custo, como ocorre com os genéricos.

Na estrada - Intermediário comercial
Ele é uma espécie de detetive do comércio. Encontra o fornecedor ideal para o produto em falta no mercado do bairro. Com seus contatos, consegue fazer uma pesquisa de preços mais apurada do que o setor de compras de cada empresa. Não só acha os produtos mais difíceis como produz os meios para fazê-los chegar ao consumidor: é um mestre da logística. Sem o comércio eletrônico para reduzir distâncias e robôs nas fábricas, os mercados locais ditariam o custo de vida - e as coisas provavelmente seriam mais caras do que são hoje.

FONTE: CorpTV