segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Marketing Digital: Uma presença multiplataforma será cada vez mais exigida pelo público

Autor: Bruno Garcia

As marcas precisam lidar com um novo perfil de consumidor em plataformas online, os chamados “onívoros” digitais. Uma presença multiplataforma será cada vez mais exigida pelo público, bem como ações integradas que contribuam para a construção de valor e de marca. Outro ponto que demandará uma adaptação das empresas é a evolução dos indicadores usadas para medir o desempenho das ações na web e no mobile. O tradicional foco em cliques, pageviews e exibições dará lugar a índices mais ligados ao contexto, olhando para o diálogo e o nível de envolvimento atingido com o usuário. Estes são alguns dos pontos apresentados pela ComScore em seu estudo sobre tendências no digital para a América Latina.

O continente desperta especial interesse das companhias globais pelo potencial de crescimento que ainda possui no ambiente virtual. Os usuários latinos se destacam em diversos aspectos. Dos 10 mercados mundiais com usuários mais engajados nas redes sociais, três estão na América Latina: o Brasil aparece em terceiro lugar, com média 13,9 horas mensais de uso por pessoa; Argentina em sexto, com 9,2 horas; e o Peru em nono, com 8,1 horas mensais. O ritmo de crescimento dos usuários entre os latinos também é mais acelerado: entre 2012 e 2013, enquanto a média mundial de aumento de pessoas usando plataformas sociais foi de 10%, o salto foi de 22% no continente sul americano.

No comércio eletrônico, a região também se destaca: o número de e-consumidores aumentou em 10% no período de 2012 a 2013, enquanto a média global foi de 7%. Para aproveitar este potencial, as empresas precisam modificar sua forma de atuação, migrando de modelos tradicionais que foram importados da mídia eletrônica e impressa, para novos indicadores de performance, baseados no comportamental. “O desafio é medir efetivamente o que importa. Nesse caso, já não interessa tanto a quantidade de impressões ou de cliques, mas sim se as pessoas certas estão acessando estes conteúdos”, explica Marcos Christensen, Country Manager Argentina & Uruguay da ComScore.

Relacionamento estará fragmentado entre diversas plataformas
O levantamento da ComScore aponta para um perfil de usuário que estará apto a entrar em contato com a marca e consumir seus conteúdos por todas as plataformas que estiverem disponíveis. O acesso digital a partir de outros dispositivos, que vão além de smartphones e tablets, vem crescendo e ganhando destaque. Em países como México e Chile, o tráfego gerado por outros aparelhos já soma quase 15% de tudo o que é acessado na internet. No México, em especial, a navegação por PCs e notebooks representa 85% do total, smartphones 10,6%, tablets 3,6% e outros, 0,9%. No Chile, a proporção é de 87% para PCs e notes, 11% para smartphones, 1,7% para tablets e 0,3 para outros. O Brasil ainda apresenta uma divisão mais tradicional: 92,1% para PCs e notes; 5,8% para smartphones; 2% para tablets e 0,1% para outros devices.

Para os próximos anos, o relatório aponta para uma divisão mais equilibrada entre as plataformas, com o destaque para o crescimento cada vez mais rápido de smartphones, tablets e outros aparelhos, como smart TVs, set top boxes, videogames e outros gadgets que ganhem acesso à web, como smartwatches e Google Glass. “Não existirá mais o ato de se conectar. As atividades que se realizam nas plataformas digitais começam a surgir como a extensão do pensamento e incorporam-se ao cotidiano e às necessidades básicas do indivíduo. São impulsos de conseguir informação imediata, de opinar, de auto-expressão, de consumo de um conteúdo específico naquele exato momento e, sobretudo, de se comunicar”, avisa Leonardo Carrilho, Gerente de Mídia Digital da NBS, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Para atender a estes “onívoros” digitais, as marcas precisam de estratégias adaptadas a cada plataforma, criando relevância e engajamento nos diferentes ambientes. “Não se trata de uma duplicação dos mesmos conteúdos e não é necessário que todos os serviços como atendimento, vendas, relacionamento, entre outros, sejam executados em todas ao mesmo tempo. É indispensável que se mostre às pessoas que existem canais apropriados e eficientes para lidar com cada uma dessas demandas ou estas expectativas frustradas vão ‘tumultuar’ as agendas positivas das marcas com seus consumidores, transformando estes que seriam canais proprietários de comunicação em verdadeiros muros de lamentações”, comenta Leonardo Carrilho.

Gerando valor e experiência no digital
O usuário multiplataforma vai exigir mais entrega de valor e de experiências pelas interfaces digitais. Ao contrário do que se verifica atualmente, as marcas precisam mudar o foco de gerar leads e vendas para a construção de um relacionamento contínuo e que deve estar integrados a todas os canais onde a empresa estiver presente. “O consumidor está em múltiplas plataformas, mas será que ele está consumindo qualquer coisa? Acredito que não. Precisamos entender que o consumo não é do digital em si, mas de valores e experiências que a marca proporciona. As marcas têm que se posicionar como agregadoras de valor por meio do conteúdo, e facilitadoras da experiência por meio de processos. E tudo isso tem que ser relevante para o e-consumidor”, argumenta Klaus Rabello, Professor da ESPM, em entrevista ao portal.

As companhias costumam ser rápidas para ocupar esses novos espaços, mesmo sem os conhecerem ou entenderem por completo. E a presença “estanque” nos múltiplos canais não garante uma estratégia integrada. “As marcas brasileiras precisam romper dificuldades mais elementares para usufruir minimamente desta tendência. Em todos os países em que a penetração dos meios digitais atingiu 40% da população, houve um crescimento acelerado nos níveis de investimento. Temos percentuais do bolo publicitário acima dos 30% em países como Inglaterra, Estados Unidos e Japão. No Brasil, existe uma dificuldade em enxergar a Internet como meio de massa. Dessa forma, as oportunidades trazidas por estes dispositivos estão longe de um uso consistente”, acrescenta Leonardo Carrilho, Gerente de Mídia Digital da NBS.

A experiência deve ser integrada, inclusive, com os canais tradicionais, como o SAC e o atendimento no ponto de venda. O relatório da ComScore aponta para a eliminação das barreiras que hoje separam o físico e o digital. Como isso ainda não acontece, na prática o com consumidor vive um diálogo “esquizofrênico” com as marcas. “O exemplo mais evidente é que quando o consumidor vai no Twitter, no SAC ou na loja física, parece que são marcas diferentes e em todas elas, o cliente não é alguém conhecido. O grande desafio é sobre como manter os valores da marca convergentes em todos esses canais”, diz Klaus Rabello, da ESPM.

Fim da ditadura do clique
Outro ponto levantado pela ComScore fala da evolução dos indicadores de performance no digital e até de uma possível unificação entre as métricas usadas nestes ambientes e nas mídias tradicionais. “O mercado está caminhando para o mesmo tipo de métrica. A partir do momento em que se adota uma única variável para todas as plataformas, e isso está sendo encampado pelos players bem importantes, como o Google por exemplo, o cenário começa a se alterar. A que volume de pessoas chegamos e quantas vezes os impactamos? É isso que o anunciante quer saber e as plataformas, por sua vez, estão cada vez mais focadas em entregar performance. É o fim da ditadura do clique”, avisa Marcos Christensen, Country Manager Argentina & Uruguay da ComScore.

Entre todas as tendências, esta talvez seja uma das que ainda depende de mais tempo e amadurecimento, inclusive dos profissionais e empresas que lidam com o setor. “Em termos digitais, temos uma divisão clara entre especialistas e leigos, com pouquíssima representatividade em uma camada intermediária importantíssima de profissionais não-especialistas. Aqui não faço isenção, referindo-me a agências, anunciantes, veículos de comunicação e demais envolvidos nesse ecossistema. É preciso evoluir em todas as pontas”, argumenta Leonardo Carrilho, da NBS.


As organizações também precisam ter maior clareza de objetivos. Isso garante a definição de KPIs adequados. “Já existem, ainda que de forma tímida, estratégias e possibilidades técnicas para promover a leitura de métricas de forma integrada, mas que dependem de condições ideais no back-office e de criatividade na tática no front para fazer funcionar. Claro que hoje já se cruza a intensidade de mídia na TV com o tráfego no site e já se trabalham filtros específicos para identificação da origem de volume de ligações e suas subsequentes conversões no call center, mas a visão global de todo esse esforço para o resultado imediato de vendas e para os ganhos diversos de médio e longo prazo ainda é um luxo para poucos”, acrescenta o executivo da NBS.

FONTE: CorpTV

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O rádio no Brasil e seu flerte com o mundo digital


Autora: Giovanna Moderiano

No dia 13 de fevereiro de 1946, a United Nations Radio emitiu pela primeira vez um programa simultâneo para um grupo de seis países. Décadas depois a data foi escolhida pela Unesco para representar o Dia Mundial do Rádio.

No Brasil, desde o seu surgimento em 1923, quando Roquete Pinto fundou a primeira emissora do País, o rádio seguiu de perto os acontecimentos mais importantes da nossa sociedade. O veículo já foi um grande motivo para reuniões familiares, levou torcedores à loucura com a narração de um gol e despertou a imaginação de muitas gerações.

O meio teve por aqui a sua era de ouro entre as décadas de 30 e 50 e depois perdeu naturalmente um pouco de espaço com o surgimento e popularização da televisão, mas continuou a atingir grandes audiências, a despeito daqueles que suspeitaram que seu fim estivesse próximo.

Agora, dos últimos anos para cá, o rádio não é mais o único em xeque. Desde que a internet se espalhou pelo mundo, muitos se perguntam quais são os coelhos que a mídia tradicional vai tirar da cartola para continuar presente no cotidiano das pessoas, incluindo o velho companheiro rádio.

Para Wladimir Pereira, diretor da Rádio Nova Brasil FM, não há o que temer, mas sim o que comemorar. “A internet veio para ficar e o rádio é um grande beneficiado. A popularização das redes e dos novos aparelhos eletrônicos só tende a aumentar a acessibilidade do rádio. A internet se tornou mais um canal para divulgação”, diz o diretor.

“Embora as previsões datassem a morte do rádio, ele é o único meio de massa capaz de penetrar em todas as camadas de forma instantânea. A capilaridade, a penetração e cobertura do rádio fazem deste, ainda, o meio mais abrangente nos dias de hoje”, justifica Márcio Canzian, Chief Media Officer da Dim&Canzian.

Além disso, a chegada da rede mundial de computadores possibilitou uma aproximação das emissoras com seus ouvintes. O SMS, as mídias sociais e os aplicativos facilitam o contato das pessoas com suas rádios preferidas e reforçam sua fidelização.

Por outro lado, as webrádios e o download de músicas representam uma ameaça? Lígia de Araújo, gerente de marketing da rádio Transamérica, vê estes fatores como parte do processo de evolução do meio, contudo, eles atendem a públicos e demandas muito específicos que não representam uma real concorrência. “Os ouvintes não consomem apenas música, eles consomem marcas atentas às suas necessidades.”

O rádio sempre teve como característica primordial a acessibilidade, ele está em todo lugar e próximo de tudo o que acontece. Com a modernização, estas características apenas se acentuaram, “O cotidiano mudou, as pessoas tem mais tempo na rua, no trabalho, no trânsito e o rádio pode acompanhá-las a qualquer lugar. Hoje, o rádio possui um alcance de 75% da população”, afirma Wladimir.

Na opinião de Lígia, outro fator que fortalece ainda mais estas características é a convergência digital, que permite o compartilhamento da informação nos mais diversos formatos. A utilização de imagens e vídeos também possibilitou a criação de uma imagem visual para as emissoras, que pode aumentar o grau de identificação dos consumidores com a marca.

Está claro que o rádio continua a ser um dos meios de comunicação mais presentes na vida dos Brasileiros e está muito longe do fim, mas o que o aguarda neste longo caminho? Uma das expectativas atuais é a digitalização. Este novo formato de transmissão pode trazer diversas possibilidades para as emissoras, além de permitir que as transmissões por FM tenham qualidade de CD e possibilitar algo semelhante à AM, ele poderá incluir vídeos e imagens na programação. Nos Estados Unidos já são realizadas transmissões de imagens para os aparelhos de rádios, boletins meteorológicos e sobre as condições de trânsito da cidade possuem apoio de mapas que são transmitidos pelas telas incluídas nos receptores.

Porém, no Brasil a implantação da nova tecnologia levará algum tempo para tornar-se realidade. “Há muitos anos se fala na digitalização, mas o Brasil tem uma série de fatores a serem desenvolvidos na parte técnica e há a necessidade de mais investimentos”, explicou a diretora de marketing da Transamérica.


Resta saber também como a migração das emissoras AM para a frequência FM irá afetar a audiência e, consequentemente, a publicidade das rádios.

FONTE: CorpTV

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Interatividade na palma da mão

Autor: Gustavo Luveira

A capacidade de vivermos em sociedade, e consequentemente, estarmos em constante interação com nossos pares, talvez seja uma das vantagens mais significativas de nossa condição humana. É claro que com a chegada da tecnologia essa interação foi infinitamente facilitada, as distâncias diminuíram, e claro, novas conexões puderam ser estabelecidas.

A TV, o jornal e o rádio, que durante décadas foram os principais responsáveis por intermediar essas conversas, hoje dão espaço para dispositivos mais ágeis e com melhor performance. A forma mais rápida de se conectar com uma audiência ou conteúdo passa a estar provavelmente em suas mãos ou no seu bolso: o seu celular.

Com a chegada da internet, bem como sua modernização, facilidades como o leitor de QRCode ou o envio de SMS se tornaram ferramentas importantes para as empresas que desejam interagir com seu público alvo. Note que quando entramos em contato através de uma mensagem de texto, por exemplo, rapidamente a marca ou o anunciante te responde com uma resposta, seja um jogo, vídeo, cupom, conteúdo exclusivo, link ou informações relacionadas aos produtos.

A interatividade móvel se tornou uma das grandes apostas para as empresas fornecerem informações aos clientes e/ou usuários via smartphone, e de quebra, conquistar a fidelidade do consumidor. Cada vez mais métodos criativos e elaborados se unem à tecnologia para atingir com eficácia o consumidor em seu dia a dia. Em sistemas como o NFC (Near Field Communication) e o Bluetooth, por exemplo, é possível o envio de informações via internet para dispositivos móveis sem a necessidade de cabos, permitindo a interação em qualquer lugar, seja na rua, no shopping ou em um restaurante.


Dentre os principais benefícios da Interatividade Mobile, a publicidade sai na frente, podendo interagir com mais facilidade com seu consumidor e entender o perfil de compra e consumo de cada um deles. A partir de então torna-se possível oferecer um conteúdo mais segmentado para o target, aumentando o ROI das campanhas. Anunciantes também podem tirar proveito das redes sociais para produzir o crescimento no reconhecimento da marca, criando engajamento e relacionamento com seus clientes.

FONTE: CorpTV

Qual é o significado da Internet das Coisas para CIOs?

Em um post recente, o analista Andrew Milroy, da Frost & Sullivan, prevê que mais dados serão geradas por máquinas, ou coisas, do que pelos seres humanos, já este ano. Por isso, 2014 está programado para ser o ano em que o foco de ambos, compradores e fornecedores de TI, irá deslocar-se para a Internet das Coisas, um termo cunhado por Kevin Ashton, co-fundador do Centro de Auto-ID do MIT, quando ele e sua equipe criaram o sistema padrão de RFID e outros sensores.

A Cisco Systems tem re-denominado esse movimento para Internet of Everything (Internet de Tudo), pois acredita que, eventualmente, tudo será conectado. Na verdade, a Cisco diz que já há mais coisas ligadas à Internet, hoje, do que pessoas no mundo. "Coisas que eram silenciosa agora têm uma voz [vontade]", acrescenta Dave Evans, "futurista-chefe da Cisco.

50 bilhões de objetos conectados, mas as empresas não se importam (ainda)
Além de uma grande variedade de dispositivos multimídia (computadores, smartphones e ferramentas de comunicação), essas "coisas" conectadas incluem termostatos, sistemas de iluminação, fechaduras, equipamentos de escritório, eletrodomésticos, vários monitores de saúde, censores médicos e de fitness, equipamentos agrícolas, máquinas de todos os tipos, e assim por diante. Com base na definição da Cisco, "tudo" significa "qualquer coisa com um interruptor on/off."

Alguns céticos argumentam que geeks têm feito estas afirmações durante anos, desde que Ashton cunhou o termo "Internet das Coisas" em 1999, mas que de lá para cá pouco mudou para além da conexão de dispositivos eletrônicos e multimídia. Só a campanha publicitária continua a crescer a cada ano.

De acordo com um White Paper elaborado pelos analistas da Forrester, Christopher Mines e Michele Pelino, há um mínimo de adoção de Internet das Coisas entre os clientes empresariais. "Nossa pesquisa com 2.013 redes e serviços de telecomunicações mostra que mais de 50% das empresas não têm interesse e/ou não têm planos para implementar comunicação máquina-a-máquina (M2M) ou capacidade de Internet das Coisas (IoT), enquanto apenas 8% nos dizem que têm implementado sistemas M2M ou IoT", dizem eles.

A falta de interesse, de acordo com a Forrester, está baseada em questões de segurança (37%), seguida de custos (32%), imaturidade da tecnologia (25%), desafios de integração, migração e/ou riscos de instalação e questões regulatórias.

No entanto, a ABI Research prevê que mais de 30 bilhões de dispositivos sem fio estarão conectados com a Internet das Coisas em 2020; a Cisco diz que serão 50 bilhões. Como isso afetará as organizações e as decisões que os CIOs deverão fazer em relação ao futuro da conectividade das "coisas"?

Internet das Coisas afetará empresas de todos os setores
Mines e Pelino sugerem que a relação dos CIOs com a IoT será pressionada pelos efeitos do mundo conectado nos resultados do negócio. "Os CIOs serão um catalisador crucial para as suas organizações capturarem oportunidades emergentes e aproveitarem o poder das soluções do mundo conectado", escrevem eles. "Aplicações e serviços baseados em localização e contexto vão mudar a forma como as empresas se envolverão e servirão seus clientes. Os CIOs devem se equilibrar na linha entre o que é possível do ponto de vista da tecnologia e que é significativo para o negócio."

Andrew Milroy, da Frost & Sullivan acredita que a "explosão" de uso da Internet das Coisas ao longo dos próximos anos será impulsionada pelo "uso de sensores de baixo custo, a computação em nuvem, análises avançadas de dados e mobilidade". Transporte e logística representam as maiores oportunidades de receita para o ecossistema de Internet das coisas, acrescenta.

A implantação de sensores de baixo custo habilitados para IP nas coisas abre grandes oportunidades, muito além de apenas a otimização da cadeia de suprimentos, diz Milroy. Há ganhos para muitas indústrias - transporte, saúde, produtos farmacêuticos, fabricação, gestão de energia, gestão de instalações, segurança e vigilância, serviços públicos, telecomunicações, finanças, seguros e muito mais. Basicamente, todos os setores farão parte do mundo conectado.

Na opinião dos analistas da Forrester ,os CIOs têm quatro prioridades quando se trata da Internet das Coisas:
1 - Identificar os resultados do negócio.

2 - Estabelecer parceria com os líderes empresariais para garantir os conjuntos de habilidades organizacionais.

3 - Abordar as questões de segurança e as preocupações com a privacidade dos dados.

4 - Avaliar e ampliar habilidades dos staffs de software.

"Poucos sistemas conectados são turnkey e, portanto, requerem arquitetura, integração e experiência em desenvolvimento ágil", afirmam Mine e Pelino. "A implementação desses sistemas vai exigir forças-tarefas conjuntas de tecnologia e de negócios", reafirmam.

Finalmente, embora seja esperado que todas "coisas" sejam IP-enabled, a indústria de TI terá de adotar protocolos padrão para se beneficiar do verdadeiro potencial da Internet das Coisas, diz Milroy.


"Coisas podem não ser capazes de se comunicarem umas com as outras e com as pessoas que se envolvem com elas. Portanto, ainda corremos o risco de estarmos criando uma" Internet de Silos".

FONTE: CorpTV

A web deve ser aberta no universo mobile também


Para Carlos Domingo, Presidente e CEO da Telefonica I+D (Pesquisa e Desenvolvimento), a internet móvel está crescendo rápida e precisamos garantir que ela seja o mais aberta possível, assim como a internet que conhecemos já é.

No palco principal da Campus Party o Carlos mostrou a importância da web aberta, principal bandeira da fundação Mozilla (responsável pelo Firefox), organização o qual a Telefonica tem feito grandes parcerias. Em uma busca histórica, é possível perceber que a web começou como algo aberto e assim que algumas empresas viram nela uma possibilidade de controle, logo o fizeram.

O principal exemplo foi a primeira guerra dos navegadores, que ocorreu na metade dos anos 90 quando o Netscape, que dominava sozinho o recém criado mercado de navegadores, viu a sua popularidade cair com a chegada do Internet Explorer pré-instalados na máquinas com o sistema operacional Windows. Por sua vez, o Windows, que dominava o mercado de sistemas operacionais, simplesmente obliterou a concorrência e em poucos anos tomou a frente deste mercado. O Netscape, que não tinha o poder de marketing e nem um sistema operacional como a Microsoft, viu o seu market share cair de mais de 90% para menos de 1% em poucos anos – e finalmente ser fechado em 2013.

No começo dos anos 2000, surge a organização sem fins lucrativos chamada de Mozilla, que trouxe o famoso navegador Firefox para concorrer com a soberania do IE. Após alguns anos, o Google se junto a luta trazendo o Google Chrome. A vantagem que o Firefox e Chrome traziam é a luta pela “web aberta”, a difusão de padrões web e a descentralização dos navegadores. Hoje sabemos que essas iniciativas surtiram efeito, já que o IE perdeu bastante do seu mercado e já não é mais o navegador mais usado no mundo.

Com essa segunda guerra dos navegadores chegando ao fim (pelo menos começando a se estabilizar, de alguma forma), surgem os dispositivos móveis, que ganharam popularidade com os lançamentos do iPhone (2007) e iPad (2010). Agora não era mais a Microsoft a dominar os desktops, é a Apple a dominar os smartphones e tablets. Alguns anos se passaram e o Google resolveu entrar na disputa, trazendo o sistema operacional Android, hoje um dos mais vendidos dentro da área de mobile. Mas tanto a Apple como o Google, ambas empresas privadas, lutam entre si pelo mercado que ganhou um terceiro concorrente, a Microsoft. As 3 empresas juntas dominam com folga o mercado de sistemas operacionais para dispositivos móveis, o problema é que todas defendem seus interesses e não podem ser consideradas “abertas” – nem mesmo o Android, que não é tão aberto como diz ser.

Qual é o desafio? Garantir que essa transição do desktop para o mobile seja feita de forma aberta, visando a livre concorrência e garantido uma internet democrático e aberta. Ao contrário do ecossistema do desktop, que se concentra em navegadores (prova disso é o Chrome OS, um SO baseado em um navegador), no mobile está tudo centrado nos aplicativos que são criados através de tecnologias proprietárias e funcionam de acordo com as regras das empresas que controlam estes sistemas (Apple, Google e Microsoft).
Nesse mercado surge o Firefox OS, anunciado oficialmente em 2012, representando uma união entre a Mozilla (que estava criando o Boot To Gecko) e a Telefonica (que estava criando o Open Web Device). Ambas empresas tem o mesmo objetivo, facilitar o acesso a web mobile para mais pessoas, por isso seu foco em aparelhos de baixo custo e acessíveis.

Será que a Mozilla e Telefonica vão conseguir uma fatia relevante do mercado? É difícil dizer, afinal, a Microsoft com todo seu investimento e poder passa por tremenda dificuldade para popularizar o seu Windows Phone em um mercado dominado por iOS e Android.

FONTE: CorpTV

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

11 maneiras de melhorar a produtividade de sua equipe

1. Estabeleça metas - e seja "Agile"

"Seja ágil na sua definição de metas", diz Zubin Irani, co-fundador e CEO da cPrime , consultoria de gestão. "Estabeleça metas para o trimestre - e quebre o trabalho em pequenos pedaços que possam, em seguida, serem facilmente atribuídos e gerenciados."

2. Comunique metas, expectativas e papéis
"Forneça aos membros da sua equipe informações básicas e a visão estratégica por trás de cada projeto, atividade, tarefa, etc", Hussein Yahfoufi, vice-presidente de Tecnologia e Serviços Corporativos da OneRoof Energia. "Bem informados, os funcionários ficam mais motivados e se sentem mais envolvidos com os projetos e os objetivos da empresa."

"Todo mundo na equipe deve saber qual é o alvo no qual estão atirando e o que será considerado sucesso no final de sua jornada", acrescenta Tony McClain, sócio-diretor e conselheiro da Geneca.

"É preciso ser absolutamente claro sobre o papel que desempenham no projeto e como eles vão ajudar a equipe a chegar à linha de chegada", disse McClain. "É extremamente importante que todos os membros da equipe conheçam e entendam do que eles são parte e por que eles existem no que se refere à sua organização."

3. Forneça ferramentas e infraestrutura que promovam a colaboração e a eficiência
"Esta é basicamente a regra fundamental para qualquer gestor de TI", diz Wes Wright, CIO do Hospital Infantil de Seattle. "Mesmo o melhor time é tão eficaz quanto os recursos e sistemas que utilizam no dia a dia", diz ele. "Se você quiser tirar o máximo proveito de sua equipe de TI, invista em ferramentas adequadas. Implante soluções intuitivas que ajudem os usuários a reduzirem horas manuais e melhorem a precisão na identificação de problemas de rede, por exemplo."

"Implemente uma estrutura que dê visibilidade e métricas compartilhadas para o desenvolvimento e as equipes de TI, de modo que a saúde de uma aplicação [ou projeto] seja facilmente vista pelos integrantes das equipes, uma vez operacionais e que problemas possam ser resolvidos mais rapidamente", diz Andi Gutmans, CEO da Zend.

"Ter recursos tecnológicos que permitam a comunicação através de sucursais/locais quando se trabalha em um projeto cross-escritório é uma obrigação", acrescenta Aaron Weiss, diretor de Marketing, HP LaserJet e Enterprise Solutions . "Os gerentes de TI e CIOs devem ser capazes de gerar relatórios de status do projeto, facilmente, através do uso de sistemas de gerenciamento de documentos em nuvem que permitam que as equipes forneçam atualizações para o documento de status."

Além disso, "os CIOs podem melhorar a eficiência da organização através da implementação de uma solução, independente de plataforma, que permita aos usuários sincronizar arquivos de trabalho importantes e acessá-los a partir de qualquer dispositivo, em qualquer lugar, a qualquer hora", observa Ross Piper, vice-presidente de Estratégia Empresarial no Dropbox .

4. Agilize o fluxo de trabalho - E reduzir tarefas desnecessárias
"As equipes querem entregar coisas grandes e às vezes só precisamos eliminar as barreiras", diz Charles Galda, CIO da GE Capital . "Temos um programa chamado TAP (Tecnologia de Aceleração Produtividade), que dá dicas simples sobre como usar a tecnologia melhor, encontrar o melhor momento para uma reunião com funcionários que trabalham em diferentes fusos horários, etc", diz ele.

"Nós temos o hábito de rever continuamente aprovações e notificações dos gerentes, por isso sabemos quando determinadas tarefas já não agregam valor e podem ser eliminadas. A eliminação de etapas desnecessárias mantém ritmo, tornando-nos mais rápido e mais ágeis na resposta aos clientes, "

Além disso, pergunte a si mesmo: "Será que cada formulário, relatório de atualização de status, e-mail, mensagem e reunião é realmente necessário?" diz Steven A. Lowe, fundador / CEO da Innovator LLC.

"Se uma tarefa a ser feita, obviamente, não contribui diretamente para o objetivo em questão, veja se ela pode ser simplificada ou suprimida", diz Lowe. E "peça para a equipe sugestões sobre formas de agilizar os processos e sobre que tarefas, ainda necessárias, poderiam ser feitas por outros."

5. Realize reuniões regulares - Mas cuidado para não cair na armadilha de reuniões excessivas
"Reuniões são uma oportunidade de compartilhar a visão departamental com a equipe e fazer com que todos estejam na mesma página", observa Mazin Abou-Seido, diretor de Tecnologia da Informação da Halogen Software. "Descobrimos que, compartilhar o objetivo e o andamento de cada etapa realizada para atingi-lo [nas reuniões mensais e trimestrais] dá para toda a equipe uma melhor compreensão do que estamos tentando realizar e incentiva todos a trabalharem em conjunto para alcançar objetivos comuns."

Basta ter cuidado para não cair na armadilha da reunião excessiva. Agende reuniões de equipe ou departamento uma vez por semana ou uma vez por mês, e certifique-se que o dia ea hora estejam reservados na agenda de todos.

6. Reduza relatórios
"Você contratou pessoas inteligentes e talentosas, aptas a fazer o trabalho. Agora deixe-as fazê-lo", diz Jonathan Bruskin, consultor de liderança e gestão da Excella Consulting . "Microgerenciamento e supervisão pode matar a criatividade e a motivação", observa ele. "CIOs, executivos e gestores de projeto podem aumentar a produtividade de suas equipes, comunicando metas e evitando obstáculos administrativos."

Além disso, "reduza a quantidade de relatórios que eles precisam fazer, para que possam se concentrar no trabalho a ser feito", aconselha Christian Buckley, diretor da Metalogix. "Se mais de 10% do seu dia é gasto na produção de relatórios sobre o trabalho que estão fazendo, há algo fundamentalmente errado", diz ele. "Constantemente, revise e refine relatórios para manter suas métricas otimizadas."

7. Forneça feedbacks em tempo real - Tanto positivos quanto negativos
"Reconheça imediatamente e publicamente as realizações dos membros da equipe", diz Halley Bock, CEO e presidente da Fierce. "Por outro lado, aborde questões ou áreas que precisam ser melhoradas imediatamente. Feedbacks de desempenho em tempo real capacitam os indivíduos a tomarem posse de seu trabalho, gera confiança e permite que eles saibam onde eles estão em todos os momentos."

8. Afaste distrações
"Determine etapas do trabalho onde o mensageiro instantâneo deve ser desligado e as reuniões, evitadas", diz Nathan Gilmore, co-fundador da TeamGantt. "Ter horas ininterruptas de trabalho pode fazer a produtividade da equipe subir."

9. Implemente um programa inteligente de pagamento por performance
"Na Halogen nossos funcionários definem as metas a cada trimestre, em linha com os maiores objetivos da empresa", diz Abou-Seido. "Como parte de nosso programa de remuneração por desempenho, as metas individuais dos funcionários estão vinculadas a nossa Gestão por programa (MBO), que oferece bônus trimestrais", diz ele.

"Além de metas individuais, os membros das equipes também têm metas compartilhadas, que incentivam a colaboração e o trabalho em equipe. Empregados trabalham com os seus gestores para definir seus objetivos, e, como tal, são envolvidos no processo eestão altamente motivados para alcançá-los", diz Abou -Seido.

10. Ofereça oportunidades de desenvolvimento
"Dê aos trabalhadores uma oportunidade de intensificar e assumir um novo desafio ou responsabilidades", diz Bock. "A oportunidade de desenvolvimento individual mostra para toda a equipe que há oportunidades de aprendizado e de avanço disponíveis", diz ela. Também ilustra que, como um líder, você está disposto a arriscar, e confia em que os funcionários farão o seu melhor para serem bem sucedidos. "

11. Alimente-os. Literalmente
Há uma razão pela qual as empresas oferecem comida de graça, como faz a Google. "Certifique-se de manter o bem estar de sua equipe", diz Gina Hunter, da Groopt.

"Às vezes só precisamos de uma pausa para o lanche para nos manter mais ativos ao longo do dia", diz Hunter. E "é muito mais conveniente [e produtivo] ser capaz de pegar algo no escritório, em vez de andar pela rua."


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FONTE: CorpTV

Dica: o que fazer se você não pode, ou não quer, abandonar o Windows XP

Autor: Lincoln Spector

Provavelmente você já sabe que a Microsoft irá encerrar completamente o suporte ao Windows XP em 8 de Abril deste ano, e com isso o desenvolvimento de qualquer tipo de atualizações ou correções, mesmo para problemas sérios de segurança. Com isso o sistema irá gradualmente se tornar menos seguro, e o risco associado ao seu uso aumenta. Já detalhamos os perigos e apresentamos bons motivos para migrar para uma versão mais moderna do Windows em um outro artigo: ao insistir em um sistema operacional com mais de uma década de vida você está perdendo em produtividade, suporte a novas tecnologias e principalmente segurança.

Mas talvez você esteja entre os que não podem abandonar o Windows XP. Talvez sua empresa dependa de um aplicativo ou hardware especializado que não funciona com o Windows 7 ou 8. Ou talvez você não possa arcar com os custos de um novo PC agora, e sua máquina atual não seja capaz de suportar um upgrade. Nesses casos, o que fazer?

Vamos dar algumas dicas de como proteger seu computador com o Windows XP mesmo após a Microsoft cessar o desenvolvimento de atualizações. Mas nossos conselhos vem com um aviso: esta não é uma proteção perfeita, e o melhor é abandonar o sistema. Se isso não é possível, considere desconectar o computador da internet se puder. Use-o “como antigamente”, como uma máquina verdadeiramente “pessoal” e sem conexão com o mundo externo. Se precisar navegar ou ler e-mail, use um outro computador mais moderno, ou um tablet.

Se nem isso é possível, siga estas sugestões:

Consiga um pacote de segurança completo: um antivírus simples não é o suficiente. Compre um pacote de segurança que tenha um firewall de mão dupla (que filtra tanto as conexões que chegam à sua máquina como as que saem dela) e proteção contra exploits, além de um antivírus. Pessoalmente gosto do Kaspersky Internet Security, que aliás foi o melhor colocado em nosso ranking 2014 de produtos de segurança (que publicaremos em breve).

Peça uma segunda opinião: agora que você tem um pacote de segurança poderoso… não confie nele. Complemente-o com o Malwarebyte Anti-Malware Free. Rode este utilitário uma vez por semana para procurar por malware que seu pacote de segurança tenha deixado passar.

Use o Firefox ou Chrome: um navegador desatualizado é uma porta aberta para malware, e qualquer versão do Internet Explorer compatível com o Windows XP é uma verdadeira “anciã”. Felizmente, mesmo as versões mais recentes do Mozilla Firefox e do Google Chrome podem rodar em sua máquina.

Proteja seu navegador: scripts são uma possível forma de distribuição de malware, mas felizmente há extensões para seu navegador que podem bloqueá-los. Mas você terá de dizer a estas extensões para abrir exceções e permitir scripts em sites nos quais você confia. Se você usa o Firefox, instale o NoScript Security Suite. Se prefere o Chrome, vá de NotScripts. Aproveitando: ambos os navegadores tem ajustes que podem ser feitos para que fiquem ainda mais seguros. Veja nossas dicas para o Firefox e para o Chrome.

Mantenha seu software atualizado: software desatualizado é outra porta de entrada para malware. A primeira coisa que você deve fazer é instalar apenas os programas essenciais em sua máquina com o Windows XP. A segunda é mantê-los automaticamente atualizados usando um utilitário como o Secunia Personal Software Inspector (Secunia PSI), que é gratuito. Ele analisa todos os programas instalados, verifica se há atualizações disponíveis e baixa e instala elas para você. Assim você evita que um “buraco” já corrigido por um desenvolvedor em um programa fique aberto em sua máquina.


E lembre-se: mesmo os pacotes de segurança e navegadores eventualmente irão deixar de suportar o Windows XP. Não dá para mantê-lo em uso para sempre. Começe já a planejar uma migração, mas não demore muito!