sexta-feira, 31 de julho de 2015

Atendimento: melhore sempre a experiência do cliente


Recentemente foi realizada a primeira entrega feita por Drone. Ela aconteceu nos EUA, e o drone foi usado para entregar medicamentos em uma área de difícil acesso. Serão os drones ferramentas que vão alterar o futuro da logística? Ainda não dá para saber. Mas o que sabemos é que é muito importante que o cliente sinta que o atendimento que está recebendo é diferenciado e que a empresa está comprometida em resolver o problema do cliente de verdade.

Segundo ranking da Shopper Experience, elaborado em parceria com o Centro de Inteligência Padrão, traz um levantamento sobre as empresas que os consumidores consideram que mais os respeitam. De acordo com o material, em primeiro lugar, o que mais define uma empresa que respeita o cliente é oferecer produtos de boa qualidade (resposta dada por 23% dos pesquisados). Em seguida estão critérios como funcionários solícitos, disponíveis e ágeis em qualquer canal de contato (16%), ter agilidade em qualquer canal de contato (9%), e bons preços. Tudo a ver com um bom atendimento ao cliente, não?

O estudo considerou 10.308 avaliações de 1.718 entrevistados em diferentes regiões do país, coletadas durante o mês de setembro(2014). Eles foram convidados a avaliar até seis segmentos com os quais tiveram contato nos seis meses anteriores.

O Google, por exemplo, não tem um telefone fixo, ou seja, não quer interagir com a maioria dos seus usuários. O McDonald’s não te oferece um guardanapo de linho. Os atendentes da Fedex antes atendiam o telefone assim que tocava, agora levam em média 81 segundos para atender uma ligação. Nenhum desses comportamentos é necessariamente ruim, apenas exemplos de possibilidades de alinhamento (ou falta de alinhamento).

Você ganha muito quando atende bem o seu cliente
“É um erro concluir que qualquer exemplo seja automaticamente bom ou ruim. Uma empresa pode gastar quase nada com atendimento ao cliente e ainda assim ser bem sucedida em alcançar seus objetivos” afirma Seth Godin, no artigo Para que serve o atendimento ao cliente?. No texto ele apresenta alguns bons motivos para você investir em um bom atendimento ao seu cliente.

Para ele, você deve investir no atendimento da sua empresa para aumentar a expectativa do consumidor, entregando muito mais do que é esperado, e isso já é um grande diferencial.

Outro motivo apontado pelo especialista: para reduzir o boca-a-boca negativo. Nas palavras do especialista: “Muitas grandes organizações recorrem a isso, a última etapa de uma triste jornada. Assim que a engrenagem começa a ranger, eles colocam óleo. Mas isso é tudo o que eles fazem, a não ser que sejam muito pressionados. O problema é que muitos dos clientes estão ocupados demais para ranger, então eles simplesmente vão para o concorrente, e os que de fato rangem e você finalmente tenta ajudar já estão tão p* da vida que é tarde demais”.

Além disso, quando você investe nesse campo, atendimento, também está construindo uma relação de confiança e tratando de forma “diferenciada”aqueles clientes que são, de fato, especiais. “Uma forma de recompensar seus melhores clientes é tratando os que são absolutamente melhores de forma superior à que você trata outros – a notícia vai se espalhar, os outros clientes vão querer se juntar ao grupo e os que já estão nele hesitarão antes de te trocar por um concorrente. Mas se você fizer essa promessa, você precisa superá-la consistentemente, melhorando sempre a maneira que você trata seus favoritos”, explica.

Dicas para alcançar a excelência no atendimento

No artigo A excelência no atendimento, Daniel Bezerra, CEO da Exection, aborda o tema de maneira bastante prática e traz para o empreendedor dicas de práticas que ele adotou para melhorar o atendimento na empresa que comanda.

1: Pergunte para o seu cliente de que forma ele gostaria que o produto ou serviço fosse entregue. Pode parecer bobagem, mas com uma simples pergunta você pode conhecer melhor o seu cliente e detectar pontos que poderiam ser melhorados, que ninguém tinha pensado antes. Essa pergunta também te ajuda a entender as necessidades e expectativas do seu cliente.

2: Transforme a resposta do cliente em metas a serem alcançadas e modifique o processo para atendê-lo. Esse passo é até mais importante do que o outro. Afinal, é preciso transformar conhecimento em ações para se chegar a algum lugar. Algumas perguntas te ajudam no momento de estabelecer essas metas:

- Avalie se as necessidades foram alcançadas e percebidas. Cada um tem uma forma de medir a excelência na entrega, qual é a sua?

- A essência do seu negócio, área, processo, departamento está transcrita nas atitudes do dia-a-dia? De que forma? Conseguiria medir essa presença?

- Qual é a sua atitude quando necessita corrigir a rota para alcançar uma meta ou um objetivo? Ela condiz com o que você se propôs enquanto empreendedor ou gestor?

Que tal assistir a uma aula de atendimento?

No vídeo a seguir você encontra um aulão somente sobre a importância de investir no atendimento e formas de alcançar essa meta.


A importância da excelência ser um valor da empresa


Outro ponto muito importante: a qualidade de atendimento precisa ser um valor incorporado na cultura da empresa, caso contrário, você estará sempre nadando contra a corrente ao tentar implementar mudanças que imputem nesse setor. Pense sobre isso. observe a forma como seus gestores se comportam em relação à essa ideia – eles precisam incorporar, assim como você – esse comportamento.

Você conhece a ferramenta CorpHelp da CorpTV? Nesta ferramenta sua empresa terá uma central de atendimento virtual em áudio, vídeo e chat, sendo que o usuário precisará apenas de seu navegador de internet para acessar, com interação de forma rápida e humanizada. CLIQUE AQUI e saiba como a tecnologia pode ajudar no relacionamento com o seu clientes.

FONTE: CorpTV

 

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Primeiro estagiário do Facebook cria startup que já vale US$ 1 bilhão


Autora: Júlia Miozzo

O primeiro estagiário da história do Facebook, Darian Shirazi, começou sua carreira por conta própria aos 15 anos, quando começou a revender componentes de computador no eBay. Hoje, ele possui uma startup que já recebeu oferta de compra de US$ 35 milhões do Google.

Ainda na época em que vendia os componentes, ele acabou se tornando um estagiário do próprio eBay por dois verões seguidos por conta do sucesso que fez. Como conta o Business Insider, em pouco tempo Darian foi capaz de criar contatos no Vale do Silício e acabou sendo contratado pelo Facebook, quando a empresa ainda tinha apenas 12 funcionários. Na época, ele trabalhava diretamente sob as ordens de Mark Zuckerberg e ficou cerca de dois anos, até demitir-se para ir à faculdade.

Em seguida, ele criou a startup Fwix, um agregador de notícias que pesquisava na internet por notícias locais e conteúdo relacionado, construindo uma base que as empresas de mídia normalmente usam para conseguir gerar leads.

Foi em 2011 que o Google se ofereceu para compara a startup por US$ 35 milhões, mas Darian recusou a oferta e começou a mirar em todos os tipos de negócio, ao invés de apenas empresas de mídia – o que fez da Fwix uma empresa de softwares de marketing “profético” chamada Radius. Seu software analisa milhões de dados para identificar potenciais consumidores, enquanto ajuda as campanhas de marketing a adquiri-los e analisar sua performance.

Logo a Radius tornou-se uma das empresas de software de marketing mais populares do mundo. Nesta quarta-feira (29), Darian anunciou uma rodada de investimentos de US$ 50 milhões para a startup.


Segundo ele, o valor da empresa está entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão. Até hoje, já recebeu um total de US$ 125 milhões em investimentos. Todo o valor deve ser revertido em construir seu time de vendas, já que o empreendedor tem como meta fazer com que mais empresas da lista Fortune 500 passem a usar seu produto.

FONTE: CorpTV

O perfil dos espectadores de vídeos publicitários na web


Quem nunca parou alguns minutos o que estava fazendo na web para assistir a um vídeo? Atualmente, grandes empresas estendem vídeos publicitários produzidos para a TV para o ambiente online. Essa estratégia possibilita às marcas atingir a audiência que está predominantemente no meio digital, além de ampliar o alcance da campanha com custo menor. O TVxtender, veículo de distribuição de mídia digital para campanhas de vídeo pertencente à ROIx, analisou o perfil dos espectadores desses vídeos na web.

Segundo o estudo, que contou com base de dados abrangendo mais de 94 milhões de brasileiros, o maior volume de pessoas que assistem a vídeos publicitários tem entre 28 e 47 anos. Destes, 21% são considerados "mouse potatos", perfil que passa grande parte do seu dia no ambiente online, consome notícias e redes sociais, gosta de interagir e está sempre em busca de novas descobertas. Já outros 30% dos usuários não possuem hábito de ficar muito tempo navegando, mas assistem a campanhas de vídeo.

Em relação ao sexo, o levantamento mostra empate de visualização entre homens e mulheres. Entre as regiões com pessoas que mais visualizam as campanhas está a Sudeste, com 58% dos usuários, seguido do Nordeste, com 12%.

A pesquisa ainda mostra a classe C como a maior faixa de audiência dos filmes publicitários, com 38,7%. Em seguida vem a classe B, com 35%. Considerando a base pesquisada, 59,3% do público apresenta grande afinidade com o mobile e outros 22% são pouco ligados à tecnologia.


"Com o crescimento da internet, a forma de consumir mídia está mudando. Acreditamos que cada meio tem seu ponto alto e promovemos a interação entre todos, mas a internet está ganhando cada vez mais espaço, principalmente porque seu poder de penetração é móvel e muito competitivo com a TV", explica Sérgio Kligin, diretor Comercial do TVxtender.

FONTE: CorpTV

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Brasileiros estão conectados cerca de 5 horas por dia


Uma recente pesquisa realizada pelo Ibope Conecta, a pedido da Dell – uma das maiores fornecedoras de soluções de TI do mundo – mapeou os hábitos de uso e de compra de computadores e tablets no Brasil. O levantamento, realizado em junho de 2015, com mil internautas de todo o país que possuem computador e/ou tablet, identificou que os brasileiros têm, em média, 1,9 computador por domicílio e que as pessoas gastam cerca de 5,3 horas diárias na frente do PC ou do tablet doméstico.

Quanto ao principal computador utilizado em casa, a maioria dos entrevistados (56%) cita o notebook, seguido pelo desktop (31%), tablet (7%), notebook 2 em 1 (2%), All-in-One (2%) e outros (3%). E 95% dos brasileiros consultados indicam que utilizam o equipamento doméstico para acesso à internet.

Quando questionados sobre os principais usos do computador e do tablet, 85% dos entrevistados afirmam que preferem o PC para assistir filmes e séries, 74% para navegar na internet, 73% para acessar e-mails, 60% para ler notícias. O tablet é tão preferido quanto o computador pelos usuários para conversa com amigos e familiares e também para acessar redes sociais.

A pesquisa aponta ainda que Dell e Apple são as marcas preferidas de computadores entre os brasileiros, ambas citadas por 22% dos entrevistados. Entre os homens, a Dell desponta como líder de preferência, com 25% das citações.

Os atributos que tornam a Dell a marca preferida de computadores entre os brasileiros segundo a pesquisa são a qualidade superior dos equipamentos, para 81% dos respondentes da pesquisa, seguido pelo melhor custo-benefício 28%.

Quase metade dos entrevistados quer comprar um novo computador

O estudo aponta que 34% dos entrevistados comprou o principal computador de uso doméstico há mais de dois anos e 46% pretendem adquirir um novo equipamento nos próximos seis meses. O levantamento constata que ¼ dos brasileiros que já possuem computador planeja comprar um notebook no período.

Quanto aos principais atributos buscados em um novo computador estão: processador (57%), marca (22%) e memória RAM (8%). Ainda segundo o estudo, 78% consideram o Suporte em Domicílio como um diferencial importante no momento de decisão de compra. "A Dell foi pioneira nesse tipo de suporte no Brasil e, ainda hoje, é uma das únicas empresas de computadores a oferecer essa facilidade no varejo", destaca Luis Gonçalves.

Sobre as ferramentas utilizadas para analisar a compra de um novo computador, a internet representa o principal influenciador: 33% dos entrevistados pela pesquisa afirmam que utilizam lojas online para avaliação, 29% se baseiam em análises na web e 1% usam opiniões nas redes sociais. Além disso, 19% vão a lojas físicas, 13% buscam a indicação de amigos e conhecidos e 1% procuram matérias na imprensa.

Quando questionados sobre quais os formatos de computadores que sobreviverão em longo prazo, 55% citam o notebook, 44% o notebook 2 em 1, 31% o tablet, 27% o All-in-One e 18% o desktop.

Mais de 70% acessam o email profissional no computador pessoal

Outra importante conclusão do estudo é a de que entre os entrevistados que trabalham (77%), 57% têm permissão da empresa para uso do computador pessoal no ambiente profissional. Além disso, 76% afirmam que acessam o e-mail profissional do PC ou tablet pessoal e 46% têm acesso a arquivos e documentos da empresa. Por outro lado, 15% admitem que a companhia na qual trabalham não está ciente desse uso do equipamento próprio para acessar informações corporativas.


"Esse uso dos equipamentos pessoais no ambiente profissional, também conhecido como BYOD (Bring Your Own Device), representa um caminho sem volta e as empresas precisam estar preparadas para isso. Para facilitar esse processo, hoje a Dell oferece computadores e tablets com recursos que permitem uma fácil integração à rede corporativa, bem como outras soluções que facilitam a gestão e a segurança das informações", afirma Luis Gonçalves, Presidente da Dell Brasil. "O portfólio inclui não só equipamentos voltados a atender esse conceito de BYOD quanto software, serviços e acessórios para facilitar o compartilhamento e o controle de uso doméstico e corporativo", reforça.

FONTE: CorpTV

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Cursos online gratuitos do MIT, Harvard e Stanford ensinam programação


Como o avanço das tecnologias da informação no dia a dia das pessoas, saber programar virou uma atributo de suma importância para o futuro. A habilidade pode ser muito útil no trabalho e você pode aprendê-la ou aperfeiçoá-la de graça nos cinco sites listados abaixo. 


1. Code Academy (CLIQUE AQUI) 

Só se aprende fazendo. Essa é a premissa do Code Academy, que dá pouca ênfase à teoria, mas possui diversos tutoriais interativos para incentivar a experiência prática. Seus cursos incluem: HTML & CSS, JavaScript, jQuery, PHP, Python e Ruby. 

2. MIT open courseware (CLIQUE AQUI) 

O MIT oferece muitos de seus cursos de graça na web, mas os de programação são exemplares. Para um bom começo, faça o Introduction to Computer Science and Programming, que ensina os fundamentos da prática. 

3. Khan Academy (CLIQUE AQUI) 

O site foi projetado não só para estudantes de diversas idades, mas também para pós-graduandos, recorrendo a jogos, desenhos e outros recursos para ajudar no aprendizado. Entre outras coisas, a aula de programação ensina HTML & CSS e JavaScript, que também pode ser aprofundado em umc urso especializado na linguagem e SQL. 

4. Coursera (CLIQUE AQUI) 

A plataforma disponibiliza cursos de algumas das melhores universidades do mundo, como Stanford, Princeton, Brown e University of Michigan. A ciência da computação se destaca entre uma variedade de cursos, com centenas de opções de aulas. Iniciantes podem começar seus estudos pela Computer Science 101 from Stanford. 

5. edX (CLIQUE AQUI) 

Assim como o Coursera, esse site também oferece cursos de grandes universidades, incluindo Harvard, MIT e Cornell. Ele possui mais de 100 opções em ciência da computação e programação, sem contar as aulas em tópicos relacionados. Para iniciantes, o curso Introduction to Computer Science de Harvard é uma boa pedida. Já programadores mais avançados podem se interessar pelo Introduction to Mobile Application Development using Android, da Hong Kong University of Science and Technology.

FONTE: IDG NOW

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Brasil rejeita acordo mundial para isenção de tarifas sobre importação de eletrônicos


Autor: Honorio Kume

O Acordo de Tecnologia da Informação (ATI), assinado inicialmente por 29 países em 1996, eliminou as tarifas aduaneiras de computadores e acessórios, semicondutores e equipamentos para sua fabricação, aparelhos de telecomunicação, aparelhos e instrumentos de medida, partes e componentes, com o objetivo de aumentar o comércio e a difusão desses bens.

Os produtos contemplados no ATI apresentam três características específicas que os diferenciam dos demais bens: primeiro, são utilizados por todos os setores da economia; segundo, o progresso técnico é acentuado e rápido; e terceiro, seu uso propicia a criação de novos produtos. Assim, esses bens têm fortes implicações sobre a competitividade da economia. Para ilustrar essa afirmação, considere que a eliminação das restrições às importações de computadores, ao reduzir o preço interno, estimula o uso mais intensivo desse bem no setor de serviços, eleva a sua produtividade e diminui os custos e os preços dessa atividade. Com isso, os demais setores que utilizam serviços no processo produtivo se tornam mais lucrativos. Esse resultado seria equivalente ao de uma desvalorização real da taxa de câmbio.

As exportações mundiais dos bens de tecnologia da informação aumentaram de US$ 548 bilhões em 1996 para US$ 1.406 bilhões em 2010, e a participação dos atuais países signatários do ATI passou de 90% para 98% nesse período. Algo similar ocorreu com as importações. Portanto, o comércio desses bens é praticamente dominado pelos países membros do ATI.

Aqui, merece destaque a mudança na participação dos principais países exportadores nesse mercado. Em 1996, 66,7% das exportações eram efetuadas por Estados Unidos, Japão e União Europeia (UE), enquanto, em 2010, essa parcela caiu para 32,9%. Esse quadro resulta, em grande medida, do aumento da participação dos países asiáticos nessas exportações (principalmente da China, cuja participação alcançou 27,5%), favorecidos pela formação de cadeias regionais de valor.

Pelo princípio da nação mais favorecida, as tarifas nulas nos países membros do ATI beneficiam também as exportações de todos os países da Organização Mundial do Comércio (OMC). Porém, os que não participam do Acordo impõem custos mais elevados nas importações desses bens. No entanto, os países podem reduzir esse ônus por meio de medidas unilaterais de redução tarifária ou, mais usualmente, por meio de acordos bilaterais ou regionais de liberalização comercial com os principais países exportadores, trocando a redução das tarifas desses bens por maior acesso a mercado dos bens de seu interesse.

Atualmente, entre os 159 membros da OMC, 78 participam do ATI, o que corresponde a 90% do produto interno bruto (PIB) total dos sócios da OMC (2012). Ainda, a possibilidade de ampliar a lista de produtos beneficiados está em avaliação.

O Brasil decidiu não aderir a um acordo estabelecido entre os países da Organização Mundial do Comércio (OMC) para zerar tarifas de importação sobre diversos itens eletrônicos. A lista inclui 250 produtos, como aparelhos de ressonância, GPS, smartphones e videogames. Cerca de 80 países adentraram o acordo.

O Brasil sequer cogita a possibilidade de se tornar membro do ATI e tem renovado medidas restritivas à importação de bens de tecnologia da informação. Em 2014, o governo sancionou a prorrogação da lei, vigente desde 1991, que concede reduções do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os bens de tecnologia da informação fabricados localmente até 2029, como parte do acordo que estendeu os benefícios tributários vigentes na Zona Franca de Manaus.

Com o acordo, os países signatários terão acesso facilitado a tecnologias essenciais ao desenvolvimento, como aparelhos médicos, medidores para engenharia e computadores de precisão. O acordo igualmente permitirá ter preços reduzidos em artigos de entretenimento. Empresas como Samsung e Intel.

O Brasil rejeitou o acordo devido à sua tradição de proteger a indústria eletrônica nacional. Derivada do regime militar, essa proteção busca defender a indústria nacional de “tecnologias sensíveis”, consideradas importantes à segurança do país. Outro objetivo da rejeição é o de atrair indústrias para o território nacional. A estratégia tem imposto ao Brasil defasagem tecnológica, como ilustra a década de 1980.

Conhecido como ITA (sigla em inglês para Acordo para Tecnologias de Informação), o acordo foi assinado dia 20 de junho em Genebra, capital da Suíça. Os signatários representam 97% do comércio mundial de eletrônicos. Espera-se que o acordo entre em vigência até 2016.

Comparando as políticas adotadas pelas principais economias
Considerando as 30 economias com maior PIB, que juntas respondem por 88,2% do PIB total dos membros da OMC, apenas quatro países – Argentina, Brasil, Nigéria e Venezuela – não permitem a entrada de bens de tecnologia da informação sem pagamento do imposto de importação.

Por que as economias maiores optaram, de forma predominante, por liberalizar a importação dos bens de tecnologia da informação? Os países desenvolvidos (como Alemanha, Canadá, Estados Unidos e Japão) que têm vantagem comparativa nesses produtos não precisam manter restrições às importações, e o ATI ampliou os mercados para suas exportações. Outro grupo – formado por África do Sul, Arábia Saudita, Austrália, Áustria, Chile, Colômbia, Índia, Rússia, Turquia, entre outros – reconhece que não tem vantagem comparativa e considera improvável que venha a ter no futuro, de modo que também não tem interesse em restringir as importações desses bens.

Um terceiro grupo de países (que inclui China, Irlanda, Malásia, México, República Tcheca e Tailândia) considera que pode se tornar competitivo em determinadas tarefas na cadeia global de valor desses bens, ao reduzir o custo das importações, seja por meio do ATI ou por medidas unilaterais, como a criação de zonas de processamento às exportações.

Restam então países como o Brasil, que, apesar do impacto negativo que as restrições impõem sobre a economia como um todo, acredita que o setor de tecnologia da informação apresenta vantagens comparativas dinâmicas. Tal conduta apoia-se na ideia de que essas vantagens decorrem de economias externas e retornos crescentes, que reduzem os custos provocados pelas curvas de aprendizagem e, assim, propiciam benefícios no longo prazo que superam os custos temporários da proteção.

A princípio, o estímulo à produção doméstica dos bens de tecnologia da informação pode ser baseado no subsídio à produção de modo a não onerar os consumidores que continuariam a ter acesso a esses bens a preços internacionais. No entanto, geralmente devido à falta de recursos fiscais, o procedimento padrão é restringir as importações por meio de tarifas aduaneiras.

O Brasil incentiva a produção por empresas domésticas por meio de uma combinação de tarifa aduaneira e isenção parcial dos impostos indiretos – IPI, Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e Programa de Integração Social e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (PIS-COFINS). Em contrapartida, exige o cumprimento do processo produtivo básico em que determinadas atividades do processo de produção devem ser realizadas localmente e o investimento de pelo menos 4% do faturamento em pesquisa e desenvolvimento. Por exemplo, no caso de microcomputador portátil produzido no país que atende esses requisitos, o conjunto desses incentivos propicia uma proteção nominal contra importações de aproximadamente 50%, o que gera um ônus excessivo aos compradores. Vale destacar que a tarifa aduaneira é de 16%, contribuindo com apenas um terço da proteção total, enquanto o restante é proporcionado pela isenção dos impostos indiretos.

Em resumo, ao contrário de muitos países maiores em tamanho ou com renda per capita alta ou média-superior que participam do ATI ou adotam medidas de liberalização das importações desses bens, o Brasil insiste em manter um programa de incentivos à produção doméstica que tem forte impacto sobre os consumidores desses bens, afetando a competitividade da economia.

Considerações finais
Diante da necessidade de melhorar a produtividade da economia, o Brasil tem pela frente quatro políticas alternativas para os bens de tecnologia da informação: 1) tornar-se signatário do ATI; 2) buscar acordos de liberalização comercial bilateral ou regional com os principais países exportadores de bens de tecnologia da informação e eliminar o tratamento discriminatório dos impostos indiretos segundo a origem do produto; 3) manter os incentivos à produção interna dos bens de tecnologia da informação, mas mudar os instrumentos, adotando medidas que não penalizem os consumidores, tais como o subsídio direto à produção e o financiamento de longo prazo a taxa de juros favorecida; ou 4) caso o custo fiscal da alternativa anterior não seja suportável, tornar mais seletiva a lista dos produtos beneficiados, mas recorrer a instrumentos que não penalizem os compradores.


Qualquer que seja a escolha, uma mudança na política comercial brasileira será fundamental para permitir que os bens de tecnologia da informação contribuam para a elevação da produtividade e para um crescimento econômico sustentável.

FONTE: CorpTV

segunda-feira, 20 de julho de 2015

5 fatos e curiosidades sobre marketing digital


Se por um lado é meio óbvio dizer que a tecnologia, o universo virtual e as redes sociais mudariam a maneira como convivemos com a informação, por outro lado, ainda há tendências e caminhos pouco conhecidos e explorados pelas marcas. Neste cenário caótico, análises, dados e projeções são sempre interessantes. Um estudo interno da Serasa Experian Marketing Services, por exemplo, identificou algumas das principais novidades de marketing digital que podem ajudar no desenvolvimento de ações criativas e funcionais.
Confira:

1) Cada vez mais mobile – de acordo com uma pesquisa da Duke University com 288 diretores de marketing, as empresas destinarão quase 12% de seus orçamentos para análises na Internet até 2018. O mesmo estudo constatou que a publicidade móvel corresponde a 3,2% dos investimentos de marketing atualmente, mas deve alcançar os 9% nos próximos anos.

2) Me segue no Instagram – Por conta de atributos visuais em vídeo e imagem, a Nike ultrapassou a marca de 12 milhões de seguidores nas redes sociais – dez meses antes, eles contabilizavam um terço desse total. A tendência é que mais marcas invistam em canais digitais como o Instagram – a plataforma deve gerar uma receita de US$ 5,8 bilhões em 2020.

3) Eu sei o que você procura – Ultimamente, o Facebook passou a investir mais em anúncios baseados em compras. De acordo com a pesquisa do Adobe Digital Index, 20% dos links de busca do Google para varejistas estavam no Shopping Ads.

4) Não basta baixar, é preciso usar – As pessoas deletam seus apps com frequência. Mas a Ibotta reverteu esse quadro dando recompensas em dinheiro aos usuários – uma espécie de sistema de cashback. Mais da metade de seus 25 milhões de usuários mensais abriram o app 25 vezes em janeiro.


5) A nova geração é mais flexível – Uma pesquisa da MindBodyGreen com 6 mil pessoas constatou que 83% dos millennials estão abertos à recomendações de marcas sobre cultura ou conscientização, comparados a 74% dos baby boomers. Já 84% dos representantes da geração Y afirmaram que se sentem "inundados" pelas mídias sociais.

FONTE: CorpTV