terça-feira, 18 de março de 2014

Home Office – Quais as vantagens de trabalhar em casa

O Home Office, escritório em casa, ainda é uma modalidade de trabalho pouco comum no Brasil. Aqui, em recente pesquisa realizada pela Hays, empresa especializada em recrutamento e seleção, apenas 30% de instituições pesquisadas adotam a prática, que é muito comum em outros países.

Em lugares como Estados Unidos há várias empresas que já utilizam o sistema de trabalho em home office, que está previsto em legislação e pode ser vantajoso tanto para a empresa quanto o empregado. Os resultados são animadores e têm impulsionado outras empresas neste caminho.

Trabalho em casa requer disciplina
Especialistas enfatizam que a escolha pelo trabalho em casa requer disciplina do trabalhador para cumprir horários e se dedicar ao trabalho. O resultado pode ser mais qualidade de vida, autonomia, além da possibilidade da adotar um ritmo próprio de trabalho. O empregador também ganha já que terá diminuição em seus custos, mas é preciso dar apoio ao trabalhador para que ele não se sinta isolado ou esquecido.

“Disciplina é a palavra de ordem. Objetividade e comunicação também. O ideal é fazer uma reunião com os familiares e explicar como será o trabalho e que, em determinado horário estará a serviço da empresa e indisponível para questões familiares”, ensina o coach e neurocientista do Instituto Brasileiro de Gestão Avançada, Aguilar Pinheiro. O melhor, segundo o especialista, é estabelecer normas e protocolos, inclusive sobre a presença de cachorros e crianças pequenas próximas ao home office.

Em casa com profissionalismo
As vantagens de trabalhar em casa são muitas, mas nada de achar que o trabalho em home office elimina responsabilidades relacionadas à produtividade e qualidade de trabalho. Um exemplo clássico é como o profissional deve se arrumar para trabalhar em casa. Nada de informalidade demais já que, segundo Pinheiro, ficar de roupão, bermuda e pantufas pode passar a mensagem ao cérebro de que se está de férias. 
“É preciso separar o campo familiar do profissional. Além disso, também é indicado ter a mesma postura com contatos e agir como se estivesse na empresa”, afirma.

A boa nova com o home office é que não existirá mais o estresse do trânsito e o tumulto dos grandes centros, proporcionando maior qualidade de vida. Sob o aspecto negativo, pode-se citar o sentimento de isolamento que o empregado está sujeito, pois não terá mais contato constante com os colegas de trabalho, além do excesso de horas de trabalho, esquecendo-se dos familiares para se dedicar às atividades profissionais.

Logística para o trabalho em home office
Para o professor de administração de recursos humanos da IBS/FGV, Marcelo Rocha, se por um lado há a diminuição de custos para o empregador, que não terá a presença física do empregado dentro da empresa, há outros aspectos que devem ser considerados. “É importante que a empresa dê o suporte necessário para que o seu empregado execute as atividades fora do ambiente de trabalho e isso significa custos como, por exemplo, a disponibilidade de uma internet de banda larga na residência do empregado, softwares de conectividade com a empresa, antivírus etc”, observa Rocha.

Como a prática é pouco utilizada em nosso país, o especialista da IBS/FGV destaca que é preciso fazer um contrato bem redigido e que preveja todas as questões trabalhistas envolvidas para que não cause prejuízos à empresa e ao empregado. Em relação ao trabalhador, deve ser feita uma análise conjunto com a empresa para avaliar as questões dos custos e dos benefícios. “É preciso avaliar as questões dos custos e dos benefícios, como qualidade de vida, por exemplo, e o que esta mudança poderá proporcionar. Além, é claro, de analisar cuidadosamente os aspectos inerentes à atividade da pessoa, uma vez que nem toda função permite esta “flexibilidade’”, afirma Marcelo Rocha.


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FONTE: CorpTV

Mulheres duram pouco no alto escalão da tecnologia

Autores: Agências Jena McGregor e THE WASHINGTON POST

A dificuldade para se ter mais mulheres trabalhando nos setores da ciência e da alta tecnologia vem merecendo muita atenção atualmente nos Estados Unidos. Um novo programa de orientação para mulheres que querem ser cientistas acaba de ser lançado e, durante o Super Bowl, foram veiculados anúncios de brinquedos educativos desenhados para mulheres.

Mas manter as mulheres nesses campos de atividade e ajudá-las a chegar ao topo pode ser um grande desafio. De acordo com estudo divulgado semana passada pelo Centro para Inovação de Talentos (CTI), grupo de pesquisa fundado pela economista Sylvia Ann Hewlett, as mulheres norte-americanas que trabalham nos setores de tecnologia e ciência têm 45% mais possibilidade de abandonar o setor no prazo de um ano quando comparadas a colegas do sexo masculino.

Além disto, segundo um terço dos líderes do alto escalão – tanto homens como mulheres –, que trabalham nas áreas de tecnologia, engenharia e ciências, uma mulher nunca chegaria a um alto cargo em suas empresas. “Mesmo aqueles que ocupam altos cargos na empresa e que estariam em posição de realizar mudanças dentro da companhia, favorecendo as mulheres, não acham que podem fazer alguma coisa”, disse Laura Sherbin, diretora de pesquisa da CTI. Neste caso, “o que resta?”, pergunta.

O estudo é uma atualização de outro realizado em 2008 pelo CTI sobre mulheres que trabalham no setor de alta tecnologia. Este também havia concluído que há um êxodo das mulheres nestas áreas.

O levantamento mais recente foi feito com 5.685 adultos formados em universidades com experiência em alguma empresa de tecnologia, engenharia ou ciências, no setor privado; 2.349 dos entrevistados eram mulheres.

Países emergentes. Uma diferença fundamental entre os dois estudos é que a pesquisa este ano também examinou as experiências de mulheres que trabalham em empresas de ciência e tecnologia em países emergentes. Os resultados nestes países também foram decepcionantes. Mais de um quarto das mulheres nos Estados Unidos que trabalham nesses setores consideram que suas carreiras estão estagnadas, ao passo que na Índia a proporção de mulheres com essa sensação é de 45%.

Nos Estados Unidos 32% das mulheres que trabalham em empresas de tecnologia e ciência afirmam que provavelmente deixarão o emprego no prazo de um ano. A porcentagem é praticamente a mesma na China.

De acordo com o estudo, preconceitos de gênero também são um fator pelo qual as mulheres acham que não conseguirão avançar na carreira ou preferem deixar as empresas em que trabalham. Um terço das mulheres americanas trabalhando em empresas em áreas “científica, de engenharia e de alta tecnologia” sentem-se excluídas das redes sociais nos seus empregos (na Índia são 53%). Por outro lado, 72% das mulheres nos Estados Unidos e 78% no Brasil acham que existe preconceito nas avaliações sobre seu desempenho.

Agressividade
Finalmente, 44% das mulheres americanas entrevistadas acham que são julgadas com base em critérios de liderança basicamente masculinos e obrigadas a assumir uma conduta difícil entre agressividade e assertividade que, com frequência, arruínam as suas carreiras.

Embora isso ocorra em muitos locais de trabalho, “é levado ao extremo nesses campos de atividade”, disse Laura Sherbin. Quando os líderes são todos homens, é muito difícil para uma mulher parecer, agir e se comportar como o líder que ela sucedeu.

Apesar de todas as notícias desencorajadoras, existem alguns pontos positivos. No estudo realizado este ano, poucas mulheres disseram que se sentem solitárias em suas equipes. Mais de 80% em cada país afirmaram que adoram seu trabalho. Mais da metade das mulheres nos Estados Unidos e uma grande maioria nos mercados emergentes, afirmaram ter ambições de chegar ao topo.


Além disso, a pesquisa mostrou que sua intenção de deixar estes setores, “claramente não é porque temem o trabalho duro”, concluiu Laura Sherbin. “Elas acham que sua carreira está estagnada e este sentimento se transforma numa total falta de esperança”, concluiu a pesquisadora.

FONTE: CorpTV

segunda-feira, 17 de março de 2014

Experiência negativa leva mais consumidores a reclamar nas redes sociais

Uma pesquisa global realizada pela Accenture mostrou que a experiência negativa de compra de produtos ou serviços levou 39% dos consumidores de países emergentes a escrever posts negativos em alguma rede social; 88% contaram suas experiências aos familiares e amigos.

A Accenture Global Consumer Survey, de 2013, entrevistou 12 mil consumidores em 32 países (500 deles no Brasil). Globalmente, empresas dos setores bancário, varejo e provedores de serviço de internet apresentaram os maiores índices de reclamações.

Segundo a pesquisa, 42% dos consumidores brasileiros postam reclamações sobre alguma experiência ruim em suas relações de consumo nas redes sociais, meio também usado como fonte de pesquisa pelos entrevistados. Mais de um terço dos consumidores em todo mundo utiliza uma ou mais fontes on-line para obter informações sobre os produtos e serviços das empresas.

No Brasil, 62% dos entrevistados disseram que o preço é o principal motivo para escolherem uma nova marca, e 81% optaram pela mudança por causa de uma experiência negativa.

No geral, os consumidores estão mais desmotivados com o nível de serviços oferecidos. Em uma escala de zero até cinco – onde cinco significa extremamente frustrante – 96% dos entrevistados se mostraram frustrados por precisar contatar uma empresa diversas vezes pelo mesmo motivo, e 60% se mostraram “extremamente frustados” por ter uma promessa não cumprida. Para 54%, é frustrante não poder confiar em como a empresa usará seus dados pessoais.


Mais da metade dos consumidores em mercados emergentes (54%) disseram acreditar que as empresas estão usando interações em dispositivos móveis para melhorar a experiência dos clientes, contra 32% dos consumidores dos mercados maduros. Em média, 70% dos entrevistados em todo o mundo fizeram uso de (pelo menos) um canal on-line para obter um serviço ou fazer contato com o “suporte ao cliente” de determinada empresa.

FONTE: CorpTV

quinta-feira, 13 de março de 2014

10 Coisas que o Facebook nos ensinou sobre Relações Públicas

Autor: Fernando Neves

No último mês de fevereiro o Facebook completou o seu décimo aniversário. A maior e mais poderosa rede social do planeta, com mais de 1,2 bilhão de usuários cadastrados em todo o mundo, é claro, não nasceu desse tamanho. Inicialmente destinada a estudantes da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, em 2006 chegou ao púbico em geral. No Brasil somente em 2011 a rede de Mark Zuckerberg desbancou o Orkut que reinava por aqui até então.

O Facebook foi crescendo, mudando, trazendo novos hábitos e ninguém sabe exatamente aonde isso vai dar e se essa estrada tem um fim. Sinônimo de rede social, o Facebook, juntamente com outras mídias digitais, mudou o mundo das comunicações e o negócio de relações públicas para sempre. Nesse tempo tivemos que aprender e repensar sobre muitas coisas.

Aqui está uma lista com algumas delas:

1 – Comunicação de Mão Dupla.
Relações públicas não é uma via de mão única. A verdadeira obsessão que ainda temos com a grande mídia tem frequentemente nos levado a esquecer o papel de envolver os diversos públicos em uma conversa. Páginas do Facebook que apenas se concentram em mensagens marqueteiras sobre suas marcas não funcionam. Ouvir e envolver a audiência, oferecendo conteúdo adequado ao que os consumidores procuram é a chave do sucesso.

2 – Liderar Conversas.
A compreensão de engajamento editorial e reputação dá diversas vantagens ao relações públicas. Não tentamos controlar uma mensagem ou impor pontos de vista, mas sabemos como ninguém liderar e participar de conversas. E essa é uma das razões pelas quais estamos capacitados para ajudar a promover marcas e construir comunidades no ambiente das redes sociais.

3 – Influenciadores.
Os jornalistas não são os únicos influenciadores que devemos envolver em uma tentativa de alcançar o público. Muitas pessoas e organizações estão construindo comunidades em rede, estabelecendo conversas e trocando informações sobre os mais variados temas. Procure os influenciadores que têm uma comunidade relevante para sua organização.

4 – Comunidades.
Hoje as empresas têm a oportunidade de se tornar influenciadores, mostrando-se especialistas em suas áreas de atuação, construindo suas próprias comunidades e participando das comunidades existentes. Empresas podem falar diretamente com seu público e isso muda muitas das regras do velho jogo da comunicação.

5 – Tempo Real.
O mundo está mais acelerado. E as mídias sociais pisaram ainda mais fundo no pedal do acelerador. Tudo é para agora e não temos mais o tempo que tínhamos para elaborar materiais e distribuir para a imprensa. As rede sociais, como o Facebook, operam no ritmo da vida on-line e temos que nos adaptar e ajudar as empresas a reconstruir a sua função de comunicação em torno de um modelo de redação em tempo real.

6 – Mídia paga.
Mídias como Facebook deixaram muito mais claro os modelos de negócios. Se você quiser que o seu conteúdo seja amplamente visto por todos, sabe que terá que pagar por isso. O trabalho de relações públicas vai ser cada vez mais um misto de mídia espontânea, criada e paga. E não há nenhum mal nisso.

7 – Dados.
Muitas ferramentas possibilitam o monitoramento de conversas nas mídias sociais que podem nos municiar com análises e insights para um planejamento melhor das nossas ações. O próprio Facebook oferece insights para páginas que nos permitem compreender o alcance e engajamento de conteúdo.

8 – Desenvolvimento de conteúdo.
Conteúdo em diferentes formatos é o que dá base a campanhas atuais de relações públicas e não mais apenas textos e uma imagem de um executivo ou produto para ilustrar. Temos competência para criar áudio, imagens, texto e vídeo, e devemos estar cada vez mais confiantes para ajudar as marcas contarem suas histórias através de todas as formas de mídia.

9 – Contar histórias.
Todos os dias as pessoas estão expostas a inúmeras mensagens de marca. A imensa maioria são mensagens meramente corporativas que não tocam o público-alvo e estão perdidas no meio de todo o ruído. Não se deve esquecer que estamos em uma conversa permanente com nossa audiência e é preciso contar histórias consistentes.

10 – Valor e propósito das relações públicas.

Confundir relações públicas com assessoria de imprensa é um erro. É, no fim, desvalorizar o nosso próprio negócio. RP é uma disciplina de gestão estratégica focada na construção de reputação e imagem, por meio do uso de várias formas de mídia. E isso é muito mais valioso para as organizações do que somente relações com a imprensa. 

FONTE: CorpTV

A era de uma Internet global pode estar no fim

Autora: Cristina de Luca

Ontem, enquanto o Marco Civil da Internet era retirado de pauta mais uma vez, alimentando preocupações de que nunca chegue a ser de fato a tão desejada carta de princípios sonhada pelos ativistas das liberdades da rede, um baluarte da Internet no Brasil resumiu, em poucas palavras, o que poucos ousam dizer: “Cris, estou começando a achar que o marco NÃO pode passar como está. Do jeito que está escrito, a neutralidade vira pó e a coisa da guarda de dados dos serviços no país pode ser a base para reservas de mercado e censura… para filtrar serviços, como faz a China. Não sei se o relatório É mais o que queremos.” E queria saber as minhas impressões.

Concordei. Não só pelo clima pré-eleitoral do Congresso, que cada vez mais coloca em risco uma discussão sensata sobre temas cobertos pelo Marco Civil, determinantes para o papel que o país virá a ter na Era do Conhecimento, mas pelo risco real de o Marco Civil acabar se tornando uma licença legislativa para o país entrar na onda da Balcanização da Internet.

Hoje, o que tem polarizado as discussões são menos os diretos mais corriqueiros dos usuários e os deveres dos provedores de conexão e de acesso frente a eles, e mais as brechas que a última versão do substitutivo do relator, Alessandro Molon (PT-RJ) abre ou não para mecanismos de controle, os mais diversos.

Neste exato momento, governos de todo mundo estão colocando de barreiras ao livre fluxo de informações através das fronteiras digitais. Impulsionados por preocupações sobre privacidade, segurança, vigilância e aplicação de leis, esse governos são construindo fronteiras no ciberespaço, fragmentando a a World Wide Web.

Ontem mesmo, enquanto Tim Berners-Lee, sob o guarda-chuva das comemorações de 25 anos da Web, dava o pontapé inicial em uma campanha em defesa dos princípios que fizeram da Web um sucesso, e do desbloqueio do imenso potencial dessa mesma Web, ainda inexplorado, o Parlamento Europeu aprovava o novo Regulamento de Proteção de Dados, por 621 votos a favor, 10 contra e 22 abstenções.

Em comunicado, a DigitalEurope, uma organização representativa do setor de TI, considerou esse regulamento ” inadequado para a economia digital” e demasiado rígido. “Vai prejudicar a capacidade da Europa tirar proveito de novas formas de utilização de dados. Isso vai colocar a Europa em desvantagem face a outras partes do mundo, que estão adotando novas tecnologias”, disse a entidade em um comunicado distribuído à imprensa.

Empresas de todos os tamanhos e de todos os setores serão impactadas pelas leis de proteção de dados da Europa. As nações europeias têm agora um salvo-conduto para construir “zonas de Schengen” para os dados, prejudicando a possibilidade de prestação de serviços globais.

Não por coincidência, também ontem tive acesso a um estudo recente, chamado “Dividindo a web: localização de dados versus a Internet global”, escrito por Anupam Chander, professor do International Law Center, na Universidade da Califórnia, que já começou a repercutir lá fora (Business Week e Financial Times).

O estudo alerta para os riscos da chamada “localização de dados”: criar barreiras artificiais para o comércio internacional; aumentar as possibilidades de vigilância por parte dos países; e consolidar o controle do que os cidadãos desses países veem através da Internet. Olha aí, retratados todos os temores do meu interlocutor…

“Barreiras não-tarifárias do século passado, para bens, reapareceram como firewalls bloqueando os fluxos de dados internacionais. Requisitos de localização de dados ameaçam os novos grandes avanços na tecnologia da informação , não só em relação à Computação em Nuvem , como também em relação ao Big Data e à Internet das Coisas. Requisitos igualmente importantes de localização de dados minam os direitos sociais, econômicos e civis , corroendo a capacidade dos consumidores e das empresas de se beneficiarem do acesso ao conhecimento e a mercados internacionais, dando aos governos maior controle sobre informações locais”, alerta o relatório.

Os exemplos? São muitos. O Irã busca desenvolver uma Internet livre de influências ocidentais ou dissidências internas. O governo australiano coloca restrições sobre dados de saúde que saem do país. A Coreia do Sul exige que os dados de mapeamento sejam armazenados internamente . O Vietnã insiste em uma cópia local de todos os dados vietnamitas, mais ou menos como o Brasil, que quer obrigar a instalação de data centers para que dados sobre os brasileiros sejam armazenados no país.

O estudo analisa medidas de localização de dados já em curso em dezesseis países: Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Cazaquistão, Malásia, Rússia, Coreia do Sul, Suécia, Taiwan, Tailândia e Vietnã, bem como a União Europeia. Vale a leitura atenta.

Os esforços para manter os dados dentro das fronteiras nacionais ganharam força na esteira da revelações de espionagem eletrônica feitas por agências de inteligência dos Estados Unidos. Governos de todo o mundo, indignados com as divulgações recentes, citaram a vigilância externa como um argumento para evitar que os dados saiam de suas fronteiras, especialmente através de serviços prestados por empresas estrangeiras. Colocar dados em outros países põe em risco a segurança e privacidade de tais informações, argumentam.

“Imagine uma Internet onde os dados devem parar nas fronteiras nacionais, examinados para ver se ele estão autorizados a deixarem o país _ e entrarem nele _ e, possivelmente, tributados quando o fizerem. Fantasia?”, questiona o estudo. Eu já não tenho tanta certeza.


O fluxo de dados transfronteiras voltou para a ordem do dia. No Brasil, era considerado pelos militares assunto de Segurança Nacional. Quem já passou dos 40 anos de idade lembra muito bem que o conceito de fluxo de dados transfronteiras (FDT) foi aplicado na década de setenta como parte de uma política voltada à regulamentação e ao controle do tráfego de dados com o exterior. O pêndulo parece estar retornando…

FONTE: CorpTV

terça-feira, 11 de março de 2014

25 coisas que você talvez não saiba sobre os 25 anos da web

Autor: John Naughton

A web está completando 25 anos de idade. De lá para cá, ela se tornou a forma como a grande maioria das pessoas observa e se comunica com o mundo, e tem, também, transformado a forma como as empresas lidam com seus negócios e clientes. Ela surgiu a partir do cérebro de um homem, Tim Berners-Lee, e é o que mais cresce meio de comunicação de todos os tempos. Um quarto de século depois, John Naughton, do The Guardian, levantou pontos sobre como a web transformou nossas vidas.

1. A importância da “inovação sem permissões”
A coisa mais extraordinária sobre a internet é o caminho que permite a inovação sem pedir por permissões. Isto deriva de duas decisões de design tomadas na época (1970) por seus criadores: (1) a de que não haveria propriedade central ou controle; (2) e que a rede não seria otimizada para qualquer aplicação particular: tudo o que é necessário fazer é pegar os pacotes de dados de aplicação uma extremidade e fazer o melhor para entregar os pacotes ao seu destino.

A internet foi totalmente agnóstica sobre o conteúdo desses pacotes. Se você teve uma ideia para uma aplicação que pode ser criada utilizando-os pacotes de dados (e foi esperto o suficiente para escrever o software necessário), a rede iria distribuir isso para você, sem perguntas. Isto teve o efeito de reduzir drasticamente o tempo para a inovação, e isso resultou em uma explosão de criatividade.

O que os designers da internet criaram, na verdade, foi uma máquina global que distribuía surpresas. A web foi a primeira grande surpresa e ela veio de um indivíduo – Tim Berners-Lee – que, com um pequeno grupo de ajudantes, escreveu o software necessário e desenhou os protocolos necessários para implementar a ideia. E, então, ele a lançou no mundo, colocando-o no servidor de internet Cern, em 1991, sem ter que pedir permissão de ninguém.

2. A Web NÃO é a internet
Muitas pessoas (incluindo alguns que deveriam conhecer melhor) costumam confundir os dois. Nem o Google é a internet, nem o Facebook é a internet. Pense na rede como análoga a faixas e sinalização de um sistema ferroviário e de aplicações – como a web, o Skype, o compartilhamento de arquivos e o streaming de mídia – como os tipos de tráfego que se deslocam sobre essa infraestrutura. A web é importante, mas é apenas uma das coisas que corre na rede.

3. A importância de ter uma rede livre e aberta
A internet foi criada pelo governo e roda sobre um software aberto. Ninguém é dono dela. No entanto, sobre este fundamento “livre”, empresas e fortunas colossais foram construídas – um fato que os fanáticos neoliberais que dirigem empresas de internet muitas vezes parecem esquecer. Berners-Lee poderia ter sido tão rico como Croesus se ele tivesse visto a web como uma oportunidade comercial. Mas ele não o fez – ele persuadiu o Cern como algo que deveria ser dada ao mundo como um recurso livre. Assim, a web tornou-se, por sua vez, como a internet, uma plataforma para inovação sem permissões. É por isso que um estudante de Harvard foi capaz de lançar o Facebook.

4. Muitas das coisas que são construídas na web não são nem livres nem abertas
Mark Zuckerberg foi capaz de construir Facebook porque a web é livre e aberta. Mas ele não devolveu a gentileza: sua criação não é uma plataforma a partir da qual jovens inovadores podem saltar livremente para o próximo conjunto de surpresas. O mesmo vale para a maioria dos outros que construíram fortunas por explorar as facilidades oferecidas pela web. A única exceção real é Wikipedia.

5. Tim Berners-Lee é o verdadeiro herdeiro de Gutenberg
Em 1455, com a revolução na impressão, Johannes Gutenberg, sozinho, lançou uma transformação no ambiente de comunicação da humanidade – uma transformação que moldou a sociedade humana desde então. Berners-Lee é a primeira pessoa desde então a ter feito algo comparável.

6. A web não é uma coisa estática
A web que usamos hoje é muito diferente daquela que surgiu há 25 anos. De fato, ela evoluiu de forma assustadora. Você pode pensar nessa evolução em eras geológicas. A Web 1.0 foi a web estática e apenas para leitura, que existiu até o final dos anos 90. A Web 2.0 é a web de blogs, serviços online, mapeamento, misturas e assim por diante.

Os contornos da Web 3.0 estão apenas começando a aparecer como aplicações web que podem “entender” o conteúdo das páginas (a chamada “web semântica”), a trama de dados (aplicações que podem ler, analisar e minar o volume de dados que está agora rotineiramente sendo publicados em sites), e assim por diante. E depois disso haverá web 4.0 e assim ad infinitum.

7. Lei de potência
Em muitas áreas da vida, a lei das médias se aplica – a maioria das coisas são distribuídas estatisticamente em um padrão que se parece com um sino. Este padrão é chamado de “distribuição normal”. Tome altura humana: a maioria das pessoas são de estatura média, e há um número relativamente pequeno de pessoas muito altas e muito baixas. Mas muito poucos – se houver – fenômenos online seguem uma distribuição normal. Em vez disso, siga o que os estatísticos chamam de uma distribuição de lei de potência. E é por isso que um número muito pequeno entre bilhões de sites no mundo atraem a maior esmagadora do tráfego, enquanto a cauda longa de sites contam com pouco.

8. A web agora é dominada por corporações
Apesar do fato de que qualquer um pode lançar um site, a grande maioria dos 100 melhores sites são rodados por empresas. A única exceção real talvez seja a Wikipedia.

9. O domínio da internet dá à empresas poderes incríveis (e não regulados)
Tire o Google como exemplo, o motor de busca dominante. Se uma pesquisa no Google não encontrar o seu site, então na verdade você não existe. E isso vai piorar à medida que mais empresas ficam online. De vez em quando, o Google modifica seu algoritmo de busca, a fim de frustrar aqueles que estão tentando “desafiar” eles no que é chamado Search Engine Optimization. Cada vez que o Google lança os novos ajustes, no entanto, os empresários e as organizações acham que o seu negócio ou serviço online sofre ou desaparece por completo. E não há retorno real para eles.

10. A web tornou-se uma prótese de memória para o mundo
Você já reparou como você não tenta lembrar de algumas coisas, porque sabe que se precisar recuperar algo, você pode apenas “dar um Google”?

11 A web mostra o poder da rede
A web é baseada na ideia do “hipertexto” – documentos em que alguns termos são dinamicamente ligados a outros documentos. Mas Bernes-Lee não inventou o hipertexto. Ted Nelson o fez em 1963 e existiam muitos sistemas de hipertexto que existiam muito tempo antes de Berners-Lee começar a pensar sobre a web. Mas os sistemas existentes trabalhavam conectando documentos dentro do mesmo computador. A revolução adicionada por Lee foi usar a internet para ligar documentos que pudessem estar armazenados em qualquer lugar. E isso fez toda a diferença.

12. A web desencadeou uma onda de criatividade humana
Antes da web, as pessoas “comuns” poderiam publicar suas ideias e criações apenas se convencessem os gatekeepers da mídia (editores, editoras, empresas de radiodifusão) a dar-lhes destaque. Mas a web deu às pessoas uma plataforma de publicação global para a sua escrita (Blogger, WordPress, Typepad, Tumblr), fotos (Flickr, Picasa, Facebook), áudio e vídeo (YouTube, Vimeo), e as pessoas abraçaram a oportunidade.

13. A web deveria ter sido um meio de leitura e escrita desde o início
O desejo original de Berners-Lee foi o de uma web que permitisse que as pessoas não só publicassem, mas também pudessem modificar páginas da web, mas, no final, as considerações práticas levaram ao a uma web de leitura apenas. Qualquer um podia publicar, mas apenas os autores ou proprietários das páginas poderiam modificar. Isto levou a evolução da web em uma determinada direção, e foi provavelmente o fator que garantiu que as corporações, no final, se transformassem em dominantes.

14. A web seria muito mais útil se as páginas fossem compreensíveis para máquinas
As páginas da web são, por definição, lidas por máquinas. Mas as máquinas não podem entender o que elas estão “lendo”, pois não podem construir a semântica. Assim, ela não consegue determinar facilmente quando a palavra “Casablanca” se refere à cidade ou ao filme. A proposta de Berners-Lee de “web semântica” – ou seja, uma forma de reestruturar as páginas da web para torná-las mais fáceis para que computadores distinguissem, digamos, Casablanca cidade e Casablanca o filme – é uma abordagem, mas isso exigiria muito trabalho inicial e é improvável que isso aconteça em larga escala. O que pode ser mais útil são técnicas cada vez mais poderosas de aprendizado que fará com que os computadores melhorem a compreensão no contexto.

15. A importância de aplicações matadoras
Uma aplicação matadora é a que torna a adoção de tecnologia algo acéfalo. Planilhas foram uma aplicação matadora para o primeiro computador da Apple. O e-mail foi matador para a Arpanet – precursora da internet. A web foi a primeira aplicação matadora da internet. Antes da web – e, especialmente, antes do primeiro navegador gráfico, o Mosaico, aparecer em 1993 – quase ninguém sabia ou se importava com a internet (que estava rodando desde 1983). Mas após a web aparecer, de repente as pessoas “sacaram”, e o resto é história.

16. WWW é linguisticamente único
Bem, talvez não, mas Douglas Adams (humorista britânico) alegou que é o único conjunto de inicias que se leva mais tempo para pronunciar do que o tempo que se leva para explicar o que representa.

17. A web é uma ilustração surpreendente do poder do software
Software é puramente “coisa do pensamento”. Você tem uma ideia, você escrever algumas instruções em uma linguagem especial (um programa de computador) e, em seguida, você alimenta uma máquina que obedece suas instruções ao pé da letra. É um tipo de magia secular. Berners-Lee teve uma ideia, ele escreveu o código, ele colocou na rede, e a rede fez o resto. E, no processo, ele mudou o mundo.

18. A internet precise de um sistema de micro pagamento
Além de ser apenas um sistema só de leitura, a outra desvantagem inicial da web era que ela não tinha um mecanismo para recompensar as pessoas que publicavam nela. Isso porque nenhum sistema de pagamento online eficiente existia para o processamento seguro de muitas pequenas transações em grandes volumes – sistemas de cartões de crédito são muito caros e desajeitados para pequenas transações.

Mas a ausência de um sistema de micropagamento levou à evolução da web de uma forma disfuncional: as empresas ofereciam serviços “gratuitos” que tiveram um custo escondido e não declarado, ou seja, a exploração dos dados pessoais dos utilizadores. Isto levou ao campo de jogo grosseiramente inclinado que temos hoje, em que as empresas online fazem os usuários fazerem a maior parte do trabalho, enquanto só as empresas colhem os frutos financeiros.

19. Pensávamos que o HTTPS poderia fazer a web segura. Erramos
O HTTP é o protocolo (um conjunto acordado de convenções) que normalmente regula conversas entre o seu navegador e um servidor web. Mas é inseguro porque qualquer um que monitora o diálogo o pode ler. O HTTPS foi desenvolvido para criptografar as interações em trânsito que continham dados sensíveis (por exemplo, seus dados de cartão de crédito). As revelações de Edward Snowden sobre vigilância da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos sugerem que a agência pode ter deliberadamente enfraquecido este e outros protocolos da Internet.

20. A web teve um impacto no meio-ambiente. Nos apenas não sabemos o tamanho disso
A web é alimentada por gigantescos campos de servidores localizados em todo o mundo que precisam de grandes quantidades de energia para os computadores e refrigeração – para não mencionar os custos com emissão de carbono e dos recursos naturais usados na construção dessas instalações.

Ninguém sabe realmente qual é o impacto ambiental global da web, mas é definitivamente não-trivial. Um par de anos atrás, o Google alegou que sua emissão de carbono foi a par com o acordo de Laos ou das Nações Unidas. A empresa agora diz que cada um dos seus usuários é responsável por cerca de oito gramas de emissões de dióxido de carbono a cada dia. O Facebook afirma que, apesar de um engajamento mais intenso de seus usuários com o serviço, tem uma emissão de carbono significativamente menor do que o Google.

21. A web que vemos é só a ponta do iceberg
A web é gigantesca – ninguém sabe quão grande, mas o que de fato sabemos é que a parte que é alcançada e indexada por motores de busca é apenas a superfície. Muito da web está submerso, em páginas geradas dinamicamente, páginas que não estão vinculados a outras páginas e sites que exigem logins (que não são alcançados por esses motores). A maioria dos especialistas acredita que esta profunda (e oculta) web é várias ordens de magnitude maior do que os 2,3 bilhões de páginas que podemos ver.

22. O chefe de Tim Berners-Lee foi o primeiro de muitas pessoas que não a entenderam de imediato
O gerente de Berners-Lee no Cern rabiscou “vago, mas interessante” sobre a primeira proposta que Berners-Lee apresentou a ele. A maioria das pessoas confrontadas com algo que é totalmente novo, provavelmente, reagem da mesma maneira.

23. A web tem sido o meio de comunicação que mais cresce em toda a história
Uma medida é quanto tempo é necessário para que um meio de comunicação alcance os primeiros 50 milhões de usuários. Demorou 38 anos para o rádio e 13 anos para a televisão. A web levou três ou quatro anos.

24. Os usuários da Web são leitores cruéis
A visita média de uma página dura menos de um minuto. Os primeiros 10 segundos são críticos para a decisão dos usuários de ficar ou sair. A probabilidade da sua saída é muito elevada durante estes segundos. Eles ainda são altamente propensos a sair durante os próximos 20 segundos. É só depois de terem ficado em uma página por cerca de 30 segundos, que as chances de ele ficar melhoram.

25. A web está nos tornando estúpidos?
Escritores como Nick Carr estão convencidos de que sim. Ele acha que menos pessoas se envolver em atividades contemplativas, porque a web os distraem muito. “Com exceção dos alfabetos e sistemas de numeração”, escreve ele, “a rede pode muito bem ser a mais poderosa tecnologia de alteração da mente que já entrou em uso geral”. Mas a tecnologia dá e a tecnologia tira.


Para cada tecno-pessimista como Carr, há pensadores como Clay Shirky, Jeff Jarvis, Yochai Benkler, Don Tapscott e muitos outros que acham que os benefícios superam os custos.

FONTE: CorpTV

Segundo meio de comunicação mais usado é internet, aponta pesquisa

Autora: Juliana Braga

A internet é o segundo meio de comunicação usado mais frequentemente pelos brasileiros, atrás da televisão e à frente do rádio, segundo a primeira edição da "Pesquisa Brasileira de Mídia 2014 – Hábitos de Consumo de Mídia pela População Brasileira", divulgada nesta sexta-feira (7) e encomendada ao Ibope pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O objetivo geral da pesquisa, que passará a ser realizada anualmente, segundo a Secretaria de Comunicação Social, é "conhecer os hábitos de consumo de mídia da população brasileira [...] a fim de subsidiar a elaboração da política de comunicação e divulgação social do Executivo Federal".

De acordo com o levantamento, a internet é usada todos os dias por 26% dos entrevistados; a televisão é assistida, diariamente, por 65%. O percentual de uso diário do rádio é de 21%; o dos jornais impressos, 6%; e o de revistas semanais, 1%.

O levantamento do Ibope, instituto contratado por meio de licitação pelo governo federal, ouviu 18.312 brasileiros entre 12 de outubro e 6 de novembro do ano passado em 848 municípios. Foram a campo 200 pesquisadores, para aplicar um questionário com 75 perguntas. A margem de erro é de um ponto percentual.

A pesquisa detalhou o uso dos meios de comunicação por gênero, faixa etária, renda familiar escolaridade, porte do município e atividade. A internet é mais popular entre os jovens de 16 a 25 anos – 48% relataram usá-la diariamente. Na faixa etária superior a 65 anos, 92% afirmaram que nunca usam ou não costumam usá-la.

Em média, os brasileiros que usam a internet gastam três horas e 39 minutos navegando pela rede em dias de semana. Nos finais de semana, a intensidade de uso aumenta um pouco – vai para três horas e 43 minutos, em média.

Do total de entrevistados, 47% têm acesso à internet em casa. A unidade da federação com maior acesso à web, segundo a pesquisa, é o Distrito Federal (63%). Dentre os que usam internet, 40% afirmaram utilizar por meio do telefone celular.

Sites com mais acesso
O Ibope perguntou aos entrevistados que usam internet quais são os sites, blogs ou redes sociais mais acessados entre segunda e sexta-feira. De forma espontânea – ou seja, sem que o pesquisador tenha apresentado uma lista previamente elaborada –, o mais citado foi o Facebook (63,6%). Em segundo, aparece o site da Globo.com (7%) e, em terceiro, o G1 (5,6%). Além desses três, os dez primeiros incluem Yahoo (5,0%), YouTube (4,9%), UOL (4,8%), R7 (2,9%), MSN (2,7%), iG (2,7%) e Terra (2,3%). Ao todo, o levantamento relaciona 20 sites, blogs ou redes sociais.

No detalhamento, a pesquisa revela que a faixa etária que mais acessa o G1 é a de pessoas entre 56 e 65 anos (10,7%). O site é mais procurado por homens (6,5%), pessoas com ensino superior (7,7%) e em municípios com renda familiar superior a cinco salários mínimos (6,7%).

Entre os sites mais acessados durante os finais de semana, o G1 aparece em quarto lugar, com 4,7%, depois de Facebook (67,1%), Globo.com (6,3%) e YouTube (5%). Dentre as páginas mais acessadas quando o internauta quer buscar informação, o G1 também é o terceiro, com 5% das indicações, após Facebook (30,8%) e Globo.com (6,8%).

Veja outros destaques da pesquisa
- A TV é mais popular entre os maiores de 65 anos (73% assistem todos os dias), entre as mulheres e entre as pessoas que realizam atividades domésticas.

- Mulheres costumam assistir mais televisão do que homens: nos dias de semana, elas passam, em média, três horas e 47 minutos ligadas na programação; eles, três horas e dez minutos. No fim de semana, a diferença diminui – as mulheres reduzem o tempo à frente da TV e os homens aumentam.

- Programas de notícias e jornalismo são citados por 80% das pessoas quando questionadas sobre o que assistem na TV; as novelas, por 48%. No fim de semana, porém, os programas de auditório assumem a liderança: são lembrados por 79%.

- A média de intensidade de uso da televisão é de três horas e 29 minutos (a intensidade de consumo é medida em horas gastas por dia com o meio de comunicação). Goiás (cinco horas e 22 minutos) e Tocantins (quatro horas e 28 minutos) são os estados com maior intensidade de uso da TV. Intensidade é maior entre mulheres, inativos, maiores de 65 anos e habitantes de cidades com população superior a 500 mil habitantes.

- 67% dos entrevistados assistem somente TV aberta (no Acre, esse índice chega a 86%).

- TV a cabo é mais usada entre os mais jovens e à medida em que aumenta a renda e a escolaridade.

- 53% afirmaram nunca acessar a internet (no Piauí, esse percentual chega a 70%); 39% disseram nunca ouvir rádio; os que nunca assistem TV são 3%

- Notícias de jornais impressos são consideradas as mais confiáveis (19% afirmam confiar sempre); notícias em blogs e redes sociais são as menos confiáveis (20% nunca confiam).


- O programa "Voz do Brasil" é conhecido por 68% dos brasileiros; 50% consideram o conteúdo ótimo ou bom; 66% nunca ouvem.

FONTE: CorpTV