quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O marketing digital na educação

A educação é o setor mais importante para o desenvolvimento de uma nação. É através da produção de conhecimentos e qualificação de pessoas que um país cresce, aumentando a renda e a qualidade de vida do povo.

Pesquisas recentes apontam crescimento no nível de escolaridade do povo brasileiro, fator considerado importante para fortalecer o desenvolvimento do país.

O avanço tecnológico permite que a educação esteja mais ao alcance de todos e o surgimento da internet proporcionou o crescimento do ensino a distância. A correria e as inúmeras atividades do dia a dia são algumas razões que motivaram as pessoas a buscar os cursos online.

Ao mesmo tempo em que aumentou a busca por educação na internet, proliferaram também as ofertas de cursos no Brasil.

Um dos principais benefícios da internet tem sido o acesso mais facilitado das empresas ao marketing. O marketing digital vem criando melhores condições de aproximar os usuários que buscam por educação das diferentes alternativas de cursos. Nesse sentido, os sites de busca e as redes sociais são os meios mais indicados para a divulgação de profissionais e empresas de ensino de qualquer área.

Aparecer nos sites de busca é muito importante porque dessa forma é possível atrair os usuários que procuram por assuntos do seu interesse, mas são as mídias sociais que poderão revolucionar o ensino online.

As redes sociais estão crescendo de maneira vertiginosa no Brasil. Entre todas elas, o Facebook é uma plataforma com várias possibilidades e virou unanimidade entre os jovens.

Mais do que entreter, as redes podem se tornar ferramentas de interação valiosas para auxiliar professores. Há vários motivos para a utilização das redes sociais na educação. A principal é que este ambiente é amplamente utilizado pelos alunos. Além disso, as redes sociais têm um potencial incrível para gerar interação, que é um dos principais objetivos da educação.

Com isso, algumas escolas começam a se render e usar as redes sociais como aliadas na preparação dos estudantes e na comunicação entre alunos e professores.

A Escola Parque, do Rio de Janeiro, desenvolveu, no início do ano passado uma rede social interna semelhante ao Facebook. O projeto permite a qualquer um customizar uma rede de acordo com suas necessidades. Nesta rede social, estudantes a partir do 6º ano podem escrever em seus murais, enviar mensagens diretas e têm também liberdade para postar e criar grupos de acordo com seu interesse.

FONTE: CorpTV

O blog como ferramenta de marketing de conteúdo
Existem diversas estratégias de marketing digital, como SEO (otimização de sites para buscadores), links patrocinados e mídias sociais.

Entretanto, nenhuma delas levará ao resultado esperado, que é a conversão (seja uma venda, o preenchimento do formulário de contato ou algo definido por você) do usuário se não existir uma preocupação com o conteúdo gerado.

A relevância do conteúdo existente em seu site pode ser a diferença entre o visitante decidir pela sua empresa ou a do concorrente.

E não é apenas isso. Pois um conteúdo bem elaborado melhora substancialmente por si só o posicionamento de seu site nos buscadores (Google, Yahoo e Bing).

A melhor forma de produzir conteúdo é através de um blog, ferramenta muito conhecida de quem está acostumado a navegar na web em busca de conhecimento.

O blog é uma forma de interagir muito interessante com os visitantes, que podem comentar e dar sua opinião sobre os assuntos discutidos nos posts do blog.

Essa interação faz com que a atenção dos visitantes seja maior, pois uma dos fatos que fazem da web um sucesso é a possibilidade de se interagir com o conteúdo.

Existem diversas ferramentas para se construir um blog, como o wordpress, o blogspot e o blogger. Todavia, em minha opinião, o wordpress é uma ferramenta sem igual.

Mas como fazer um planejamento de marketing de conteúdo eficaz utilizando um blog? Vamos aos pontos:

Qual é o objetivo do blog?
Compartilhar novidades de seu segmento, mostrar o conhecimento de sua equipe técnica ou sanar dúvidas sobre seus serviços ou produtos?

É necessário analisar bem esse ponto, pois não só deve-se focar no assunto de maior conhecimento por parte da empresa, mas aquilo que seja mais interessante para seu público-alvo, pois de nada adianta escrever sobre algo que ninguém vai ler.

Quem será o responsável pela atualização do blog?
Atualizar um blog e produzir conteúdo para o mesmo requer muito tempo e trabalho. Não pense que vai ser fácil, então se você não tem um funcionário capaz de fazer o mesmo, o mais interessante ode ser terceirizar esse serviço. A terceirização sai mais barata e o resultado vai ser melhor do que fazer você mesmo ou contratar um profissional apenas para isso.

Qual a freqüência de atualização?
É necessário existir uma freqüência de atualização, pois o leitor se acostumará com essa freqüência.

Forme uma equipe de autores dentro de sua empresa, onde cada um assuma a responsabilidade de produzir conteúdo. Mais uma vez, terceirizar pode ser mais interessante.

Produzir conteúdo relevante
Produzir conteúdo não é fácil. Conteúdo de qualidade então, mais difícil ainda. É necessário conhecer a fundo sobre o assunto ao qual o blog irá trabalhar.

Abuse de ferramentas como o Youtube e o Slideshare para produzir conteúdo interessante para seu visitante. Utilize também como fonte outros blogs que falem do mesmo assunto que o seu sempre citando a origem da informação.

Redação para web
Outro ponto muito importante é o conhecimento sobre redação para web, pois é necessário escrever de acordo com linguagem de seus visitantes (exemplo: termos técnicos para adolescentes não é muito interessante) e utilizando as palavras chaves corretas, que farão com que os buscadores posicionem de forma mais interessante seus posts.

Distribua o conteúdo
Se sua empresa possui perfis em mídias sociais, distribua o conteúdo produzido através delas. O Twitter é uma das mais interessantes ferramentas para isso. Sites agregadores, como o UEBA (http://www.ueba.com.br/), o diHITT (http://www.dihitt.com.br/) são ótimos lugares para você distribuir seus posts.

Investir em conteúdo, além de “amarrar” seus visitantes no site, gera muitas visitas de pessoas que passarão a conhecer sua empresa ou que podem vir a se tornar clientes pela oportunidade.

Quer um exemplo? Vamos supor que uma empresa queira entrar no mercado do e-commerce e procure informações sobre como fazer o projeto do mesmo, digitando no Google “projeto de e-commerce passo a passo”. O 1º resultado é o do meu blog pessoal, este no qual vocês estão no momento.

Ou então vamos supor que o termo buscado seja “Marketing de busca planejamento”, para alguma empresa que tenha interesse em aparecer bem posicionado nos buscadores.

FONTE: CorpTV
4G brasileiro vai funcionar em aparelhos comprados no exterior?

O iPhone 5 acaba de ser anunciado e uma das principais novidades é a compatibilidade com a banda larga móvel, o 4G ou LTE. O novo recurso chama a atenção dos usuários menos conhecedores e preocupa os que acompanham o cenário da banda larga móvel no Brasil.

O problema de adquirir um iPhone 5 não é o fato de o 4G ainda não estar em vigor no país, mas a diferença da frequência recém-adquirida pelas operadoras brasileiras para oferecer o LTE aos consumidores. A faixa do espectro destinada ao 4G no Brasil é diferente das demais regiões como Estados Unidos, por exemplo, o que pode impedir a conexão à rede mais veloz.

O iPhone 5 vem com uma tecnologia que suporta apenas um conjunto de frequências e nenhuma delas é a 2,5 GHz, a utilizada no Brasil. Segundo Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco, isso impossibilita que uma pessoa use a quarta geração da internet móvel no iPhone 5 por aqui, mesmo quando a banda larga estiver funcionando no país.

"A fabricante não consegue fazer ajustes nos aparelhos para que eles se tornem compatíveis com outras frequências, isto é inviável. O que pode acontecer é a Apple lançar um novo smartphone que suporte a faixa de 2,5 GHz", explica Tude.

No entanto, de acordo com o executivo, o lançamento de um novo dispositivo para determinados países só acontece quando há uma justificativa financeira. Em outras palavras: se o Brasil for realmente um mercado lucrativo para a Apple, ela poderá oferece modelos customizados de smartphones com suporte a nossa frequência.

O especialista ressalta ainda uma outra possibilidade. Com o tempo, quando a faixa 2,5 GHz se tornar mais popular, e estiver sendo usada em diversos países, as fabricantes vão começar a produzir celulares compatíveis com esta frequência. Ou seja, por enquanto, o iPhone 5 só vai funcionar na rede 3G brasileira.

O mesmo vale para outros aparelhos 4G comprados nos Estados Unidos como Galaxy S III e o Nokia Lumia 900. Já as versões europeias e asiáticas destes aparelhos e de modelos de outras fabricantes podem ter compatibilidade com a frequência brasileira, pois alguns países destas regiões também utilizam a faixa 2,5 GHz para o LTE. O Olhar Digital vai preparar uma matéria especial, mostrando quais são as opções de aparelhos 4G - comprados fora do Brasil - que podem funcionar por aqui.

Lembrando que, por enquanto, o único smartphone 4G fabricado no Brasil é o modelo lançado pela Motorola. Clique aqui para conhecer.

4G X TV analógica
Nos Estados Unidos e em outros países a faixa destinada ao LTE é a de 700 MHz. Porém, aqui no Brasil este espectro está reservado para as TVs analógicas, que ainda terão alguns anos de vida no país. Recentemente o governo anunciou que o desligamento das televisões analógicas será adiado para além de 2016, data inicialmente prevista. Isso significa que a faixa mais apropriada para o 4G ficará indisponível ainda por um tempo.

"Não vamos demorar tantos anos para destinar a 700 MHz para o 4G. O sinal analógico deve continuar em cidades pequenas, que possuem poucas opções de canais. As capitais e cidades maiores deverão desafogar o espectro muito antes e deixar este espaço livre para a quarta geração da internet móvel", diz.

No início do mês, o jornal Valor Econômico teve acesso ao novo cronograma de transição tecnológica que está sendo elaborado pelo Ministério das Comunicações e descobriu que está praticamente acertado que o sinal analógico de São Paulo será desligado em 2015. Pela complexidade técnica, a capital paulista exigirá mais atenção dos técnicos na execução do plano.

Finalmente em 2016, prazo previsto anteriormente para o “apagão analógico” em todo o país, o desligamento do antigo sistema deve acontecer em um grupo de 800 a 1 mil municípios. Para o governo, embora a migração tecnológica não esteja completa daqui a quatro anos, as cidades escolhidas para receber o sinal digital reúnem 70% da população, incluídas as capitais dos Estados e as maiores cidades do interior.

Eventos esportivos
Com o novo cronograma do governo, durante a Copa do Mundo de 2014 ainda estaremos presos à frequência 2,5 GHz ao usar o 4G, o que deve gerar frustração aos turistas que estarão no país. "Pode ser que até lá as fabricantes estrangeiras comecem a fazer aparelhos compatíveis com esta faixa, mas caso isso não aconteça os turistas que usam aparelhos com LTE deverão se contentar com o 3G do Brasil", afirma.

Ao ser questionado sobre uma possível sobrecarga na rede 3G, Tude diz que isto não será um problema, pois a quantidade de turistas no país não deve fazer grande diferença em nossa estrutura. Ele lembra que na Olimpíada de Londres os hotéis tiveram 84% de lotação, número inferior aos verões passados, que atraíram mais visitantes durante as férias. Apesar disso, em locais de concentração, como um estádio de futebol, por exemplo, pode haver afogamento das conexões.

“Quando todos usarem a rede no mesmo momento e no mesmo lugar, vai ser problema. As operadoras precisam se preparar para isso e o governo precisa oferecer alternativas como o Wi-Fi para dar vazão ao tráfego”, conclui.

Agora que você sabe das limitações do iPhone 5 aqui no Brasil, fica a pergunta: Para você ainda vai valer a pena comprar o aparelho? Compartilhe sua opinião com a gente e não deixe de conferir a próxima matéria desta série, que vai mostrar opções de compras de smartphones 4G compatíveis com a frequência brasileira.

FONTE: CorpTV

Um terço das crianças brasileiras têm acesso a web via aparelhos móveis

Pesquisa da F-Secure em 14 países revela que mais de um terço das crianças brasileiras em famílias com acesso banda larga possuem um dispositivo móvel com acesso à web.

De acordo com o estudo, a Índia lidera o ranking, com 53% das crianças conectadas via smartphones, seguida pelos Estados Unidos (37%). O Brasil divide com a Espanha a terceira colocação (31%). Enquanto isso, o Japão se destaca pelo menor percentual - somente 9% das crianças.

No caso do Brasil, 91% dos pais entrevistados na pesquisa afirmaram estar muito preocupados em proteger os filhos contra conteúdos inapropriados. Este índice é ainda maior em países como Alemanha (96%), Bélgica, Canadá e Finlândia (95%). Já os holandeses são os que menos se preocupam com essa questão (85%).

“É importante que os pais, mães e todos os familiares saibam educar as crianças sobre as ameaças que circulam na internet e esta conscientização deve acontecer desde os primeiros cliques. É fundamental os pais estarem seguros com relação ao que seus filhos acessam, pois um único clique pode redirecioná-la para um site com conteúdo nocivo. Então, além de estabelecer limites e explicar o uso correto da navegação, é importante que os pais instalem soluções de controle parental nos dispositivos. Estes aplicativos possibilitam que os pais permitam, ou não, o acesso dos filhos a diversos tipos de sites”, alerta Ascold Szymanskyj, vice-presidente de vendas e operações da F-Secure para a América Latina.

FONTE: CorpTV

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Os 50 profissionais mais inovadores do mercado digital brasileiro
A edição de setembro da revista ProXXIma, iniciativa do Meio&Mensagem, traz um especial sobre inovação em que apresenta a lista dos 50 profissionais mais inovadores do mercado digital brasileiro, eleitos pela equipe da publicação. O fundador do Buscapé, Romero Rodrigues, aparece no topo e ilustra a capa.

Em segundo lugar, está João Ciaco, da Fiat, seguido por Eduardo Saverin, brasileiro que ajudou a fundar o Facebook. A lista conta ainda com a presença de Mike Krieger, do Instragram.

Veja abaixo a lista completa:
2 – João Ciaco - Fiat
3 – Eduardo Saverin - Empreendedor
4 - Mike Krieger - Instagram
5 e 6 – Pedro Cabral e Abel Reis - AgênciaClick Isobar
7 – Luca Cavalcanti - Bradesco
8 – Roberto Martini - CuboCC
9 - Gérman Quiroga - Nova Pontocom
10 - Roni Cunha Bueno - Netshoes
11 - Gustavo Caetano - Samba Tech
12 - PJ Pereira - Pereira & O Dell
13 - Pedro Guasti - Buscapé Company
14 - Marco Gomes -Boo-box
15 - Roberto Ekersdorf – Aunica
16 - Fernanda Romano – Naked
17 - Walter Sabini Junior - Virid Interatividade Digital
18 - Maria Luiza Lopes - Unilever
19 - Rafael Siqueira – Apontador
20 – Raphael Vasconcelos - Facebook
21 - Mitikazu Lisboa – Hive
22 - Marcelo Marzola - Predicta
23 - Gustavo Ziller – Aorta
24 - Leo Xavier - Grupo.Mobi
25 - Max Petrucci – Garage
26 - Mauro Cavaletti - JWT
27 - Malte Horeyseck – Dafiti
28 – Rony Rodrigues - BOX 1824
29 – Paulo Humberg – A5 Investimentos
30 – Paulo Castro – Terra
31 - Marcelo Lacerda – Empreendedor
32 - Manoel Lemos – Abril Mídia
33 - Bob Wollheim – SixPix e Appies.co
34 - Marcelo Oliveira - Jump Education
35 – Fábio Salvá – Ticket 360
36 – Marcelo Castelo - F.biz
37 - Martha Gabriel - Consultora e escritora
38 - Romeo Busarello - Tecnisa
39 - Andiara Petterle – Grupo RBS
40 - Mentor Muniz Neto – Bullet
41 - Andréa Dietrich – Grupo Pão de Açúcar
42 - Adriana Knackfuss - Coca-Cola
43 - Paulo Mira - PHD Mobi
44 – Frederico Trajano – Magazine Luiza
45 - Lúcio Pereira - Sony Brasil
46 - Roberto Wajnsztok - Walmart Brasil
47 - Marcio Orlandi - Natura
48 - Gabriela Viana – Motorola
49 - Celia Linsengen – Herbarium
50 - Reinaldo Pamponet - It s NOON

FONTE: CorpTV

Google e Cirque du Soleil lançarão experiência sensorial no Chrome
Em parceria com o Cirque Du Soleil, o Google lançará ainda este mês uma experiência interativa e sensorial no navegador Chrome. Chamada de Movi.Kanti.Revo, que em Esperanto significa "Mover, Cantar e Sonhar", a ideia é que os usuários explorem o mundo virtual utilizando tons e gestos.

O circo participará oferecendo performances especiais através da aventuras de uma personagem misteriosa.

A Movi.Kanti.Revo já possui um site (CLIQUE AQUI) no qual os mais curiosos podem se cadastrar e receber informações exclusivas. Assista ao vídeo:
FONTE: CorpTV

Em busca da simplicidade em TI

Nenhuma empresa se propõe a criar processos complexos suportados - algumas vezes, em vão - por camadas de tecnologia muito complicadas. Mas, muitas vezes, é o que elas enfrentam. Aplicações que exigem dias de treinamento, mas ainda geram rios de chamadas para o help desk. Bancos de dados e ferramentas muito velhos para os fornecedores prestarem suporte, contudo vitais para os CIOs se desligarem. Data centers engasgados com servidores e dispositivos sem fio, conectados a outros como eles.

Você sabe por que isso acontece? Tecnologias obsoletas acumulam-se quando departamentos mudam para a próxima novidade. Fusões e aquisições trazem pessoal de TI à sua porta, acrescentando camadas às suas camadas. A Shadow IT anda em paralelo com a TI sancionada. Os CIOs falham em definir ou fazer cumprir as normas. E o tempo todo, projetos de consolidação e integração que custam dinheiro perdem a luta por financiamento para projetos voltados ao cliente que prometem fazer dinheiro.

Você também sabe que isso não é bom. Essa bagagem toma tempo e dinheiro para manter, diz Frank Wander, fundador do IT Excellence Institute e ex-CIO da Guardian Life Insurance. “Os custos para manter a complexidade em execução tira espaço para investimentos em dólares”, diz Wander. “Isso afeta a agilidade.” Um ciclo preocupante.

“Simplicidade, por outro lado, promete velocidade, clareza e flexibilidade, para não mencionar os custos mais baixos em TI e outras áreas da empresa”, diz Kevin Humphries, vice-presidente sênior de TI da FedEx.
Humphries abriu um data center, que será a principal instalação de tecnologia da empresa de 39 bilhões de dólares. A simplificação sustenta todo o projeto, incluindo a virtualização de servidores, diminui o número de aplicações e repensa os sistemas de refrigeração, segundo o executivo. Foi construído para ser um terço do tamanho do que ele irá substituir. “O maior tema que estamos trabalhando em TI agora é a redução da complexidade”. No McDonald’s, o software passa pelo teste de simplicidade do CIO David Weick. “Se ele puder, sem nenhum treinamento, sentar e fazer o que é solicitado, então é um bom software”, diz.

A simplicidade é tão importante para a General Electric que a CIO Charlene Begley tornou-a um dos quatro imperativos estratégicos de TI. Ela sabe como a complexidade pode ser traiçoeira, mesmo na organização mais disciplinada. Em seus 24 anos no conglomerado, Charlene foi CEO de quatro de suas seis divisões atuais, incluindo a unidade de Soluções Residenciais e Empresariais de 8,6 bilhões de dólares, que ela comanda hoje. O ex-presidente e CEO da GE Jack Welch ficou famoso por estimular seus líderes a limparem seus sótãos ocasionalmente. É a hora novamente. Charlene quer reduzir o número de data centers da GE pela metade e o de sistemas ERP em 85% até 2016.

“A simplificação agora é prioridade. É financiada. Não é de baixo escopo”, diz ela. Mas é difícil de ser alcançada na GE, FedEx, McDonald’s ou em qualquer outro lugar. Juntos, os CIOs e os líderes empresariais precisam descobrir o que precisa ir e mudar e como financiar e organizar a equipe do projeto. Em seguida, eles devem desenvolver planos para impedir que a complexidade volte serpenteando. É uma batalha contínua, mas que pode valer milhões a serem ganhos.

Acabando com a complexidade
A complexidade é lenta, cara e nada segura. Se os sistemas são difíceis de usar, os funcionários ficam atordoados, desperdiçando tempo de trabalho à procura de funções ou à espera de ajuda. Multiplique esse tempo perdido por milhares de funcionários, e a companhia inteira desacelera. Quando uma nova oportunidade de negócio ou uma chance de bater um concorrente aparece, você não conseguirá ser rápido o suficiente ou não terá os recursos para investir.

O novo COO da J.C. Penney, Michael Kramer, relatou a Wall Street recentemente que descobriu que a empresa executa 492 aplicações, 88% das quais são personalizadas. Ele acha que deveriam executar cerca de cem aplicações, no total. “É uma bagunça”, disse ele. O vendedor aflito, que perdeu 152 milhões de dólares no ano passado em vendas de 17 bilhões de dólares, pretende simplificar a TI como parte de um enorme projeto de transformação. “Quando você quer fazer uma mudança nos negócios, isso significa desfazer várias camadas e colocar de volta para funcionar”, disse Kramer. “Isso custa dinheiro.”

De acordo com o The Hackett Group, empresas comuns executam mais que o dobro comparado a data centers de empresas de nível mundial, as quais Hackett define como aquelas com grupos de TI entre os 25% melhores em eficiência e eficácia. Empresas comuns também executam uma média de 39 aplicações para cada mil usuários finais, contra apenas 20 em organizações de alto desempenho. Como resultado, os grupos de TI com melhor execução prestam serviços 15% mais baratos do que as companhias comuns.

“Menor complexidade traz benefícios materiais para o negócio, não apenas um efeito positivo sobre os gastos com TI”, diz Rich Pople, líder em prática global de TI no The Hackett Group. Por exemplo, a vigilância contra a complexidade pagou por alguns funcionários de alto desempenho quando a recessão atingiu 2009, segundo Pople. Durante aquele tempo sombrio, as empresas comuns cortaram custos em TI a uma média de 6%, principalmente, pausando novos projetos e reduzindo o suporte ao usuário.

Empresas de elite, no entanto, reduziram gastos com TI ainda mais (9%), principalmente aposentando sistemas legados e simplificando seus ambientes tecnológicos. Ao mesmo tempo, eles mantiveram o desenvolvimento de aplicações, introduzindo novos recursos para funcionários e clientes e vendo concorrentes de baixo desempenho medindo seus passos com as capacidades do ano passado, diz ele. “Essas empresas estavam em melhor posição para crescer.”

Apesar da crise, as companhias comuns têm muito legado, e não podem nem pensar em cortar o pessoal ou os sistemas que os mantêm funcionando. Pople chama isso de “gastos necessários”, porque, assim como os programas federais de Seguridade Social e de Saúde, é difícil fazer mudanças drásticas. Deixar esses gastos necessários de TI crescerem, diz ele, afeta as finanças e os contratos, tornando essas funções mais custosas de serem executadas do que o necessário.

Como muitas organizações, a FedEx costuma construir vários sistemas especializados para funções simples, como atendimento ao cliente, com suas aplicações, hardware e bancos de dados. A FedEx estava utilizando software e hardware de décadas atrás, incluindo uma arquitetura de rede construída em 1974 e descendente dos softwares transacionais de companhias aéreas de 1979. “Tínhamos um ou dois de tudo”, diz Humphries. A empresa também precisava manter a equipe de TI que sabia lidar com as relíquias. Ele se recusa a dizer se a companhia vai reduzir o pessoal conforme forem desativadas as tecnologias antigas. Mas ele percebe que as nuvens particulares de servidores virtuais e software permitem aos membros da equipe de TI dar apoio a diversas áreas de negócio.

A GE compreende os efeitos nocivos de ter muitas aplicações ou outras formas de complexidade, que aumentam os custos e retardam o negócio, diz Charlene. Ela adquiriu, pelo menos, cinco empresas desde 2010, as quais vieram com sistemas de TI que tiveram de ser desativados ou migrados. A divisão de energia responde sozinha por cinco aquisições recentes, incluindo uma companhia que veio com 39 sistemas ERP. A GE assinou mais dois acordos recentemente, sendo esperado que sejam fechados ainda este ano.

Antes de Charlene tornar-se CIO em 2010, a GE não tinha prazos formais para integrar uma aquisição normal, diz ela. “Dissemos, ‘Nada OK.’” Na avaliação de Charlene, a TI não terá avanços na simplificação se as integrações definharem. Agora, a GE está trabalhando para estabelecer uma regra que tem de ser cumprida no prazo de 18 meses. “Isso é bastante nessa empresa.”

Charlene também nomeou mil pessoas para refinarem os processos de negócio como parte de um projeto chamado GE Advantage. “Trata-se de acabar com a complexidade. Ao fazer isso, ficamos mais rápidos. Temos velocidade, menor custo e flexibilidade para ir mais rápido”, diz. “Estamos falando sobre competitividade.”

Plano de ataque
“Leia a missão de cem empresas e pelo menos 75 irão mencionar simplicidade”, diz Ron Ashkenas, sócio sênior da Schaffer Consultoria. “Falamos sobre isso durante milhares de anos. Leonardo da Vinci e os gregos antigos também”, afirma. “Mas fazer isso é outra história.” Primeiramente, os CIOs devem recrutar adeptos com livros de bolso, destaca Ashkenas, que escreveu a obra Simplesmente Eficaz: Como Driblar a Complexidade na sua Organização e Concluir Tarefas em Tempo Hábil.
Você pode apelar para seu senso de condenação, ou como Charlene coloca, para “o que importa”. Para o CEO, é perder novos negócios porque a empresa está carregada de tecnologias pesadas, confusas, que custam muito caro para manter. Para o quadro de diretores, é gerenciar uma crise depois que uma grande falha de segurança é marcada por vulnerabilidades em sistemas que não são totalmente compreendidos.

Quando Charlene descreveu seus planos de simplicidade para o conselho da GE, ela explicou que uma infraestrutura mais simples é mais segura e fácil de proteger. “Quando temos incidentes, normalmente, a causa é algum tipo de complexidade”, diz ela. “Segurança cibernética é algo com que nossa diretoria se preocupa muito. A reputação da nossa empresa está em jogo.”

O risco, geralmente, acompanha uma TI mais velha ou excessivamente complexa, na avaliação de Humphries, e atenuá-la foi uma peça-chave na estratégia de negócio para o novo data center da FedEx. “Nosso perfil em infraestrutura estava crescendo com muito risco”, revela.

Projetos de simplicidade para a equipe requerem alguns cuidados. Os gerentes frequentemente passam instruções pouco claras e levam muito tempo para tomar decisões, segundo Ashkenas. “A simplificação é um conceito que pode ser difícil de articular. Significa mais do que reduzir”, alerta. Por exemplo, reorganizar os processos de negócio exige a compreensão de grandes ideias, como os clientes interagem com a empresa ou o que as agências federais exigem que seja cumprido. A tecnologia existente deve ser mapeada para mostrar onde reside a informação relacionada a essas ideias. Então podem ser iniciados debates sobre o que deve ser mudado.

Na o pinião de Ashkenas, para fazer com que a simplicidade funcione, as empresas precisam de pensadores que sejam um pouco táticos, mas também visionários e inspirados pelo desafio. “As pessoas ficam desanimadas ao fazer um esforço que pareça apenas um exercício de redução.”

Como Charlene na GE, ele também está construindo. Por exemplo, a GE abriu um centro de segurança de TI na Virgínia, EUA, no ano passado. Até agora, 85 funcionários trabalham lá. No verão, a empresa planeja abrir outra unidade em Nova Orleans, onde até 300 pessoas vão trabalhar com arquitetura corporativa, gerenciamento de dados, redes e outras funções para a GE Capital. Um novo centro de TI está em construção em San Ramon, Califórnia. A GE espera contratar 1,1 mil profissionais de TI , conforme levar de volta para casa trabalhos de terceirização que foram enviados para a Índia. “Simplificação não significa apenas cortar”, diz Charlene. “Excelência é prioridade.”

A GE escolheu os melhores funcionários em funções de TI e de negócios para colaborar pessoalmente e por vídeo em salas de conferência sobre como consolidar processos e aplicações. Eles emprestaram métodos ágeis de desenvolvimento, como o estabelecimento de metas semanais e apelo aos tomadores de decisão para resolver problemas no mesmo dia em que eles forem descobertos. “Uma coisa que me deixa louca - eu não sou uma pessoa de TI - é que tudo parece ser um projeto de três anos”, diz Charlene. “Estamos tentando ficar longe [disso].”

Definir metas claras para cada pessoa da equipe manteve a busca por simplicidade na GE no caminho certo. Os CIOs em unidades de negócio têm de enviar relatórios trimestrais a ela e a seus gerentes de negócios, informando se eles cumpriram os objetivos de, digamos, eliminar um determinado número de sistemas ERP. Charlene deve cumprir as metas anuais estabelecidas com o presidente e CEO Jeff Immelt e com o conselho. “Temos quadros com nomes, datas e pessoas relacionadas.” Ela espera o retorno por esse trabalho em dois ou três anos, com planos de investir algum dos retornos em serviços de nuvem e tecnologia móvel.

Preparado-se
Simplicidade não acontece naturalmente, assim os CIOs devem fazer planos detalhados. Movimentos táticos incluem reduzir gradualmente o número de fornecedores de TI que você conte como essencial, o que agiliza mais aspectos da operação do que a tecnologia e opções de suporte. Isso pode levar a menos negociações de contrato, melhor preço e relacionamentos mais fortes. Na GE, cada unidade de negócio já escolheu as principais tecnologias e fornecedores e não pretendem mudar. Como os softwares-chave são atualizados, o grupo de TI da GE evita muita personalização, o que aumenta a complexidade e o custo. “Não importa o que você esteja executando, será mais competitivo se for mais rápido. Estou trazendo essa mentalidade para a TI”, afirma Charlene.

O McDonald’s usa tempos de atualizações mais importantes do sistema operacional para reduzir o número de aplicações e ferramentas. Quando mudaram recentemente de Windows XP para Windows 7, eliminaram vários aplicativos de produtividade pessoais que os funcionários tinham trazido. “Teria nos custado dinheiro fazê-los funcionar no novo sistema operacional”, aponta Weick. A TI passa por um teste semelhante ao fazer alterações na infraestrutura.

O grau de simplicidade é um critério importante para o McDonald’s quando a TI avalia um novo produto. Como um carro novo, um novo sistema de TI começa a enfraquecer no momento em que você o liga. Servidores, laptops e smartphones são máquinas, acima de tudo, e o software fica lento assim que são carregados os dados e interagem com outros softwares. O envelhecimento da tecnologia requer cuidado extra.

Pelo fato de cada pedaço da TI ter uma taxa de depreciação, segundo Wander, os CIOs devem criar um plano de vida para cada um. Isso ajuda a manter baixo o número de camadas de tecnologia a serem integradas. Ele também ajuda as empresas a não ficarem presas a tecnologias obsoletas. O PowerBuilder já foi uma ótima ferramenta de desenvolvimento.

Em seguida, o Sybase, fornecedor de banco de dados em declínio, comprou o PowerBuilder e a ferramenta perdeu seu dinamismo. “Se você não lidar com essa complexidade, acaba com sistemas difíceis de manter, porque não pode encontrar pessoas. Então é um risco operacional.”

No McDonald’s, a equipe de Weick categoriza tecnologias como de exploração e de inovação, comercial e de implementação, ou de melhoria ou de manutenção. A TI trabalha com líderes empresariais para definir os níveis de investimento e planejar como cada sistema se moverá ao longo do ciclo. A poda contínua é um desafio para os CIOs, segundo ele. “É mais fácil acrescentar algo novo do que aposentar algo velho. Ele acumula-se como placa em uma artéria coronária.”

Mantendo viva a simplicidade
Uma razão pela qual a simplificação não dá certo, diz Humphries da FedEx, é que as pessoas não percebem que simplificar é realmente muito complicado. É previsto que seu novo data center seja mais simples de manter para o grupo de TI e dê às unidades de negócios a capacidade de mudar de rumo rapidamente, para chegar à frente de eventos de mercado. Construir uma instalação desse tipo envolve muitas decisões em tecnologia e design. “Você ficaria chocado ao ver as pilhas e pilhas de detalhes mínimos para tornar algo muito complexo em algo simples.”

Manter a simplicidade como um estado de espírito, como Wander prevê, exige que a empresa não subestime o esforço contínuo envolvido. Afinal, fazer negócios traz uma complexidade nova para a TI todos os dias. Fusões e aquisições não vão parar. Nem tampouco irão enganar a TI em departamentos que burlam as regras. Ao mesmo tempo, orçamentos corporativos são finitos.

O raciocínio nobre e concreto por trás de um projeto proposto para consolidar servidores ou inventário de ativos de TI não pode ganhar contra uma proposta para expandir as operações em um mercado crescente. Mesmo quando os projetos de simplificação forem rejeitados, a TI deve funcionar de qualquer maneira. Se você é um bom CIO, então está fazendo isso o tempo todo.

FONTE: CorpTV