quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Maioria das empresas apostam na nuvem


A Cisco divulgou no dia 27 de setembro, os resultados de um estudo global que indica a ocorrência de uma segunda onda de adoção da computação em nuvem, na qual as empresas já não buscam apenas eficiência e redução de custos, mas também um impulso à inovação, ao crescimento e à disrupção. O estudo revela que 53% das empresas esperam que a adoção da nuvem gere um aumento de suas receitas ao longo dos próximos dois anos. Porém, o dado também representa um desafio para muitas companhias, já que apenas 1% delas dispõe de uma estratégia de nuvem otimizada e 32% não possuem qualquer estratégia.

Chamado de "InfoBrief - Não fique para trás: como ampliar a adoção da nuvem", o estudo foi desenvolvido pela IDC, baseando-se numa pesquisa de mercado primária realizada com executivos de 3.400 empresas em 17 países, que vem implementando com sucesso nuvens públicas, privadas e híbridas em seus ambientes de TI.

O estudo da IDC identifica cinco estágios de maturidade de adoção da nuvem: ad hoc (temporária, provisória), oportunista, repetível, gerenciada e otimizada. O estudo revelou que as empresas que aumentam sua maturidade de nuvem do nível mais baixo - ad hoc - para os mais altos de nuvem otimizada, apresentam os seguintes resultados:

• 10,4% de aumento nas receitas;

• 77% de redução dos custos de TI

• 99% de diminuição no tempo de prestação de serviços e aplicações de TI

• 72% maior capacidade do departamento de TI em atender ao nível de serviço (SLAs)

• Capacidade duplicada de investimento em novos projetos para impulsionar a inovação.

Benefícios econômicos para empresas com nuvens avançadas

O estudo também quantificou os benefícios econômicos identificados nas empresas que adotaram nuvens mais "maduras"*. As empresas analisadas apresentam em média US$ 1,6 milhão em receitas adicionais por aplicação implementada em nuvem privada ou pública. Essas empresas também registraram redução de custos de US$ 1,2 milhão por aplicação baseada na nuvem.

Os aumentos de receita resultaram, em grande parte, das vendas de novos produtos e serviços, aquisição de novos clientes ou expansão das vendas para novos mercados. As empresas atribuíram os ganhos de receita à transferência de recursos de TI - de atividades tradicionais de manutenção de TI para iniciativas novas, mais estratégicas e inovadoras.

A redução de custos operacionais associados à nuvem é proveniente das vantagens de operação em um ambiente com maior poder de escala, confiabilidade e desempenho. Essas vantagens incluem maior agilidade, maior produtividade dos funcionários, mitigação de riscos, redução de custos de infraestrutura e benefícios de código aberto.

A relação entre nuvem privada e a expectativa de melhores resultados de negócios

A nuvem privada permite melhor utilização de investimentos, maior escala e menor tempo de resposta às solicitações, com maior controle dos recursos dedicados à TI nas empresas.

Já a adoção da nuvem híbrida pode ser mais complexa do que a dos outros modelos. Ela exige portabilidade de carga de trabalho, segurança e implantação de políticas específicas. Esses requisitos foram evidenciados pelo estudo, que mostrou que até 70% dos entrevistados esperam migrar dados entre nuvens públicas e privadas (ou entre vários provedores de computação em nuvem), com alto nível de segurança e pré-requisitos de políticas.

Adoção de nuvem madura por país
O grau de "maturidade" de cloud computing varia conforme o país, com os Estados Unidos e a América Latina entre as regiões com o maior percentual de empresas com estratégias de nuvem repetível, gerenciada ou otimizada, e o Japão curiosamente com o menor número entre os países que participaram do estudo**. O estudo observa a porcentagem de empresas com adoção da nuvem madura por país e região:

• 34% EUA
• 29% América Latina
• 27% Reino Unido
• 22% França
• 21% Alemanha
• 19% Austrália
• 19% Canadá
• 18% Coréia
• 17% Holanda
• 9% Japão

Adoção de nuvem por setor


Em termos de indústria, o setor de manufatura tem a maior porcentagem de empresas em um dos níveis de adoção de nuvem (com 33%), seguido de TI (30%), finanças (29%) e saúde (28%). Os níveis mais baixos de adoção registrados, na classificação por setor, foram governo/educação e serviços profissionais (22% cada) e varejo/atacado (20%). Ainda na classificação por indústria, os setores de serviços profissionais, tecnologia, transporte, comunicações, e serviços públicos esperam maior impacto sobre seus indicadores-chave de desempenho (KPIs).

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FONTE: CorpTV