quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Na nuvem não há espaço para experiências ou "jeitinhos"

O modelo de infraestrutura híbrido aplicado na computação em nuvem (cloud computing) reflete bem as melhores práticas em andamento nos data centers de nova geração. O que diferencia esses ambientes é o fato de que na nuvem não há espaço para experiências ou "jeitinhos". A opinião é do vice-presidente de pesquisas do Gartner, Chris Wolf.

A seguir, o especialista elenca os quatro itens que precisam ser avaliados na hora da TI decidir levar parte de sua infraestrutura ou soluções para o modelo de cloud computing:

1. Integração de aplicativos
Diferente do que se pensa, esse quesito é de longe um dos mais fundamentais em qualquer migração para a nuvem, mas não tem recebido a devida atenção por parte dos provedores de serviços, segundo o vice-presidente da Enstratius, Bernard Golden.

O vice-presidente e Global Commercial CIO da Oracle, Tom Fisher, afirma que erra quem entende por integração rotinas de transmissão de dados entre aplicativos uma ou duas vezes ao dia, como era comum com os mainfraimes.

A capacidade de gerenciar e de configurar identidades de usuários para um conjunto extenso de aplicativos a partir de um único lugar é decisiva não ter problemas com cloud.

2. Segurança
Na tarefa de construir uma nuvem funcional é absolutamente crítico poder conectar de maneira segura duas redes diferentes, sem que isso signifique uma fusão entre os ambientes, sugere Golden, da Enstratius.

No cumprimento dessa tarefa entram em cena camadas de segurança, entre as quais destacam-se autenticação com base em múltiplos fatores, gerenciadores de identidade e de acesso e, em alguns casos, prestadores de serviço externos incumbidos da tarefa de providenciar controle administrativo de alto padrão.

De acordo com Chris Wolf, essa demanda irá originar um segmento tecnológico inédito até então: equivale a criar uma entidade com autoridade para agir como repositório central de segurança de informações e de gerenciamento de aplicativos, de dados e de plataformas estabelecidas na estratosfera virtual. Ele adiciona que a única maneira de viabilizar isso no momento é com base em partes de diferentes aplicativos. Ainda está por surgir uma tecnologia com o potencial de cobrir todas as plataformas de maneira a oferecer controle efetivo, mesmo no caso da cloud privada, sublinha Wolf.

3. I/O virtual
De acordo com o gerente da implementação e arquitetura de TI na empresa DigitalGlobe, Bill Welty, fornecer dados para uma dezena de máquinas virtuais a partir de um par de centros de informações de rede será um fator impeditivo no escalonamento das máquinas virtuais para a demanda na nuvem.

“Durante a fase de desenvolvimento e de testes, oito a dez cabos ethernet gigabit por terminal, constituem uma tarefa de identificação das mais complicadas”, afirma Welty. A migração para o ambiente virtual constitui predominantemente uma mudança conceitual. Não se podem tocar os cabos, mesmo assim, haverá um tráfego intenso de dados em canais de comunicação bastante robustos, em que reconfigurar as conexões SAN ou as redes locais irá dispensar o esforço físico de conectar diferentes cabos.

Concentrar tamanho fluxo de dados em um único dispositivo leva a economia de espaço, de energia e de estrutura física, aumenta a performance e culmina na economia em equipamento de rede.

4. Armazenamento
Conforme mencionado anteriormente, o poder de armazenamento permanece o tendão de Aquiles na questão de virtualização e migração para o ambiente das nuvens; é também o recurso mais dispendioso de toda a operação.


Golden resume a questão ao afirmar que o custo com armazenamento irá representar a maior fatia na planilha de gastos com a virtualização. Converter 90% dos servidores em imagens não resolve a questão, pois mesmo assim terão de ser hospedados em algum lugar.

FONTE: CorpTV