quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Desconectados: dados sobre a internet no mundo


Você sabia que o termo internet foi usado pela primeira vez em 1970? Porém, mesmo quatro décadas após sua idealização, essa realidade ainda é desconhecida para 60% da população mundial. A conclusão surgiu a partir de um estudo do Facebook, chamado State of Connectivity (em tradução livre, Condição de Conectividade.

A análise foi feita através do Internet.org, projeto do próprio Facebook para oferecer acesso à web no planeta, principalmente em nações em desenvolvimento. Dinheiro é o problema?

Apesar de ser uma relação lógica, de acordo com o Facebook 80% da população mundial tem condição de pagar pela internet. Os planos mensais com 250 MB, por exemplo, são acessíveis a 50% da população. Já conexões com 100 MB podem ser custeadas por 80% das pessoas ao redor do mundo. Por fim, os planos mais simples, com apenas 20 MB, atingiriam 90% da população com capacidade financeira de acesso à internet.

A exceção ocorre nos países da África Subsaariana, onde grande parte dos cidadãos vive com menos de U$ 2 por dia. Enquanto nestes locais 16,9% dos usuários usam a internet apenas uma vez por ano, na América do Norte os números chegam a 84,8%.



Internet lenta é um dos vilões

Mas, afinal, o que está dificultando o acesso? A resposta pode estar guardada em duas palavras-chaves, entre elas a infraestrutura. No Brasil é comum encontrar localidades no interior que fornecem apenas conexão 2G. Reflexo disso é a nossa posição no ranking mundial de velocidade de internet. Em relatório divulgado pela empresa norte-americana Akamai, o País figura na 90ª posição, atrás de outras nações da América Latina, como Argentina e Uruguai.





A situação acima foi comprovada também no estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas. Os cinco municípios com maior taxa de inclusão social são aqueles em que predominam as classes A e B. Já as metrópoles têm 50% mais chance de acesso do que outras áreas urbanas. Para quem vive no interior, o cenário é ainda menos favorável, já que os planos são 4,5 vezes mais caros, devido à pouca oferta de infraestrutura.

A internet representa você?
Outro motivador é a relevância, conforme explica o estudo: “As pessoas não estão usando a internet porque desconhecem este meio, existe conteúdo insuficiente na sua língua materna ou porque elas não conseguem compreender o conteúdo”.

Cerca de 80% do conteúdo on-line está em apenas dez línguas, o que torna impossível a compreensão para usuários que não falam estes idiomas. “Se todo mundo está conectado, tem que haver conteúdo relevante para a vida de todos”, acrescenta o estudo.

O desconhecimento sobre como usar o computador e a internet também gera afastamento. De acordo com a FGV, no Brasil, mesmo com a população sendo capaz de pagar um plano mensal, ainda existem 31,45% de pessoas que não sabem usar a internet.

Segundo Marcelo Néri, coordenador do Mapa da Inclusão Social no Brasil, a falta de educação é um dos principais motivos pelos quais as pessoas não se incluem digitalmente. “As chances de uma pessoa com nível superior acessar a internet é 100 vezes maior do que as de um analfabeto”, contou ao portal Agência Brasil. Dificuldade para crescer

A expectativa é de que, até 2019, a internet tenha 4 bilhões de usuários. Contudo, o cenário não é favorável para comemorarmos esse feito. O crescimento no uso da web desacelerou, aumentando apenas 6,6% em 2014. Em 2010, esse número foi de 14,7%.


O criador do Facebook, Mark Zuckerberg, deve apresentar algumas soluções para reverter o quadro. No último ano, a empresa já havia sugerido usar drones para levar acesso às regiões remotas. Agora, ficamos aguardando quais serão as próximas ideias para acelerar a conexão e permitir que todos sejam felizes com vídeos fofos de gatinhos.

FONTE: CorpTV