terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Consumo de TV bate recorde, mas audiência está mais fragmentada

O ibope das grandes emissoras da televisão brasileira tem sofrido queda nos últimos anos. Por outro lado, a penetração da internet cresce vertiginosamente. Mesmo assim, o site Notícias da TV, comandado pelo experiente jornalista Daniel Castro, apontou um dado interessante com base nos números do Ibope em 2013.

Ao contrário do que se poderia supor, o consumo individual de televisão cresceu 13 minutos por dia e obteve novo recorde. Em média, o público brasileiro ficou 5 horas e 45 minutos por dia na frente das telinhas. Esse é o maior aumento dos últimos cinco anos quando o assunto é consumo de televisão.

O maior crescimento foi registrado junto ao público mais velho e mais pobre, ainda segundo os dados. As pessoas que passaram dos 50 anos, por exemplo, já assistem a um total de 6 horas e 26 minutos de programação diariamente. As classes D e E superam esse tempo: 6h e 40 minutos. Tudo isso quer dizer que tais pessoas passam mais de 1/4 do dia na frente da TV.

Na análise dos números, Daniel Castro ressaltou que, apesar das novas mídias, o consumo de TV continua exponencialmente forte no Brasil. Os jovens não deixaram de assistir o veículo tradicional para navegar na internet, mas costumam fazer as duas coisas ao mesmo tempo.

Traduzindo tais dados para o mercado publicitário, um dos apontamentos mais relevantes do ibope nos últimos estudos é o que mostra que apesar desse crescimento, o brasileiro está assistindo mais TV, mas não necessariamente a TV aberta, até porque a audiência das grandes emissoras tem caído. Por outro lado, em 2013, a sigla OCN (de outros canais, que junta todos os canais pagos e UHF) cresceu 33%, de 6,1 para 8,1 pontos no ibope nacional.


Olhando esse cenário de fragmentação da audiência, talvez os anunciantes necessitem de um olhar mais cuidadoso com relação à qualificação da audiência, em muitos casos bem mais importante do que a massificação dela.

FONTE: CorpTV