sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Tecnologia: Um novo executivo deve surgir em 2014 - o CFTO

O aumento da dependência das empresas de modernas tecnologias de informação e comunicação pode levar ao surgimento de um novo tipo de executivo, de acordo com duas influentes associações britânicas de contabilidade, a Association of Chartered Certified Accountants (ACCA) e a Institute of Management Accountants (IMA). Seria o “Chief Financial Technology Officer” ou CFTO.

A medida em que os conselhos de administração precisem estar mais conscientes sobre a convergência digital – e esta reforce o seu papel como elemento central dos modelos de negócios – mais CFOs podem passar a responder também pela estratégia de tecnologia, de acordo com opiniões recolhidas pelas duas entidades. Segundo Helen Brand, diretora executiva da ACCA , estudos recentes da associação “apontam para um maior envolvimento tecnológico dos CFO em todo o mundo”.

Cibersegurança, cloud computing, realidade virtual e aumentada, a prestação de serviços digitais e até mesmo a inteligência artificial e a robótica estão cada vez mais presentes na estratégia de negócios, acrescenta Brand. A participação “no fenômeno Big Data e as tendências da tecnologia são fundamentais para o crescimento dos negócios e do lucro”. Conforme os CFOs assumem uma visão mais estratégica e global, com enfoque no negócio, a tecnologia ganha mais espaço entre as suas esferas de competência.

“Quem teria pensado, há 10 anos, que estas tendências se tornariam parte do papel CFO? Podemos ver o surgimento e ascensão do CFTO como um assento regular no conselho”, acrescentou Brand.

Estudos publicados pelas duas associações observaram também o desenvolvimento de uma espécie de “darwinismo digital”, com os CIOs e os CTOs também cada vez mais atentos aos negócios – enquanto os CFOs se tornam mais sensíveis à evolução das tecnologias. As tecnologias de comunicação em mobilidade, as preocupações com o cibercrime e com o Big Data são vistas como fatores-chave do papel do CFTO.


Jeff Thomson, presidente e CEO da IMA , considera que as tecnologias de ” Big Data ainda não atingiram todo o seu potencial, mas os CFOs terão de estar na vanguarda da utilização desses dados. O seu valor é vital para um negócio, mas persistem possíveis armadilhas legais e éticas.

FONTE: CorpTV