segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Diga não para soluções exageradas de data center

Autor: Robert Noel

De acordo com a Dell’Oro Group, 90% das empresas não atualizaram seus data centers para os novos requisitos de rede, tais como Ethernet 10Gb para servidor e acesso de storage. Isso significa uma oportunidade de mercado global de mais de 8 bilhões de dólares até 2016.

Essas atualizações futuras ocorrerão em empresas de todos os tamanhos, no entanto, para a maioria dos VARs, as oportunidades mais significativas podem estar entre as empresas de médio porte. O sucesso ou o fracasso deste investimento crítico está fortemente baseado na escolha adequada de uma tecnologia que esteja alinhada com as necessidades e recursos do usuário final. Como trusted advisors, os integradores têm a oportunidade e a responsabilidade de assegurar que a tecnologia implantada seja capaz de garantir o sucesso dos negócios das empresas.

Cloud e virtualização estão mudando drasticamente as características do data center corporativo. Na mentalidade atual focada em nuvem e em virtualização, estão sendo implantadas cada vez menos novas aplicações presenciais e menos ainda servidores físicos. À medida que mais aplicações são movidas para a nuvem, menos portas são necessárias para conectar servidores. O movimento contínuo em direção a virtualização está impulsionando a consolidação do storage e do servidor, reduzindo ainda mais o número de portas usadas.

Estas tendências estão diminuindo o número de portas de rede físicas necessárias para suportar o data center, mas estão aumentando a necessidade de maior desempenho nessas portas restantes. Em resposta, os clientes procuram migrar para soluções de suporte a Ethernet 10Gb.

O número total de portas do data center da empresa está diminuindo por conta da nuvem e da virtualização, fazendo com que eles sejam cada vez menores, no entanto NÃO estão desaparecendo. Os data centers são — e continuarão a ser — um componente importante de uma rede corporativa. Os centros de dados híbridos se tornaram a arquitetura predominante para o ambiente empresarial, o que significa que o data center no local continua a ser um meio essencial para entregar aplicações, sejam na nuvem ou presencial, para o usuário corporativo.

O tamanho físico pode estar ficando cada vez menor, mas isso não significa que o data center esteja se tornando menos complexo. Os DCs atuais precisam suportar a virtualização e o armazenamento consolidado. A TI precisa conectar tudo, enquanto faz o gerenciamento da mobilidade de máquinas virtuais e mobilidade dos usuários finais, conforme explanado em “What Makes The Enterprise Data Center Different?”.

A necessidade por produtos de data center de maior capacidade está aumentando, no entanto as soluções da maioria dos fabricantes são construídas para empresas de porte muito grande ou provedores de serviços – e não para empresas de médio porte. Isso exige que os canais de valor agregado e integradores redimensionem de forma agressiva soluções complexas e super provisionadas para se encaixarem no perfil destas empresas e atender suas necessidades.


Os orçamentos de TI estão apertados e os modelos operacionais atuais não irão suportar as despesas gerais necessárias de pessoal para implantar e manter essas soluções excessivamente grandes e complexas em operação. Usuários finais que implementam soluções que acabam saindo seu orçamento e são complexas demais para manter podem estar se colocando em uma posição que pode deixar a empresa em risco. Como trusted advisors para seus clientes, VARs tem a oportunidade e responsabilidade de guiar o processo e oferecer alternativas de soluções de tamanhos corretos ainda para o menor e mais complexo data center que exista atualmente. VARs devem desafiar o status quo e avaliar novas soluções que sejam arquitetadas e posicionadas de forma a resolver as necessidades específicas e únicas deste mercado.

FONTE: CorpTV